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Estudo revela como chá e café afetam os ossos após os 65 anos

Pesquisa de longo prazo associa chá a melhor densidade óssea em mulheres idosas

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Densidade óssea muda conforme hábitos ao longo dos anos. (Foto: Pexels e Getty Images via Canva) Fala Ciência

Hábitos simples do dia a dia podem influenciar a saúde muito mais do que se imagina. Entre eles, o consumo rotineiro de chá e café pode ter um impacto direto sobre a densidade mineral óssea, especialmente em mulheres idosas. Uma pesquisa recente acompanhou esse efeito ao longo de uma década e trouxe conclusões relevantes para o envelhecimento saudável.

O estudo Association of Coffee and Tea Consumption with Bone Mineral Density in Older Women, publicado na revista científica Nutrients, foi conduzido por Ryan Yan Liu e Enwu Liu. A pesquisa acompanhou quase 10 mil mulheres com 65 anos ou mais durante dez anos, analisando a relação entre o consumo dessas bebidas e a saúde óssea.


Como a densidade óssea foi avaliada ao longo do tempo

A investigação utilizou dados do Estudo de Fraturas Osteoporóticas, com medições repetidas da densidade mineral óssea do quadril e do colo do fêmur, regiões críticas para o risco de fraturas. Paralelamente, as participantes relataram regularmente o consumo de chá e café.


Esse acompanhamento prolongado permitiu observar tendências reais ao longo do envelhecimento, superando limitações comuns de estudos de curto prazo.

Chá e seus benefícios consistentes


Catequinas do chá podem favorecer a formação óssea. (Foto: Pexels via Canva) Fala Ciência

Os resultados indicaram que mulheres que consumiam chá regularmente apresentaram densidade mineral óssea ligeiramente maior no quadril em comparação às que não bebiam a bebida. Embora o efeito seja modesto, ele se mostrou consistente e estatisticamente relevante em uma população ampla.

Esse benefício pode estar relacionado à presença de catequinas, compostos bioativos do chá associados ao estímulo da formação óssea e à redução da perda progressiva de massa óssea. Ao longo de muitos anos, pequenas diferenças como essas podem se traduzir em menor risco de fraturas.


Café: seguro com moderação, problemático em excesso

Café em excesso pode reduzir a resistência dos ossos. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

O consumo de café moderado, equivalente a duas ou três xícaras por dia, não apresentou impacto negativo significativo na densidade óssea. No entanto, o cenário muda quando o consumo ultrapassa cinco xícaras diárias.

Nesses casos, observou-se uma redução da densidade mineral óssea, especialmente entre mulheres com maior consumo de álcool ao longo da vida. A cafeína pode interferir na absorção de cálcio e no metabolismo ósseo, efeitos que se tornam mais relevantes quando o consumo é elevado e contínuo.

O que esses achados significam na prática?

Os dados sugerem que não são necessárias mudanças radicais na rotina. Em vez disso, pequenos ajustes podem trazer benefícios cumulativos, como:

  • Incluir chá na rotina diária
  • Manter o consumo de café em níveis moderados
  • Redobrar atenção em caso de consumo frequente de álcool
  • Associar a dieta a cálcio e vitamina D adequados

Assim, o conteúdo da xícara diária pode funcionar como um complemento simples às estratégias tradicionais de prevenção da osteoporose.

Prevenção para o envelhecimento saudável

O estudo reforça que a saúde óssea não depende apenas de suplementos ou medicamentos. Escolhas alimentares consistentes, mantidas ao longo do tempo, podem influenciar diretamente a resistência dos ossos na velhice.

Nesse contexto, uma xícara de chá por dia deixa de ser apenas um hábito cultural e passa a representar um pequeno aliado da saúde óssea, especialmente para mulheres em fase avançada da vida.

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