Estudo revela fósseis de pterossauros com marcas de mordida de 76 milhões de anos
Fóssil canadense fornece nova visão sobre predadores e presas do Cretáceo
Fala Ciência|Do R7

Um fóssil excepcional de pterossauro juvenil foi desenterrado no Parque Provincial dos Dinossauros, em Alberta, Canadá, e apresenta evidências de uma mordida de crocodiliano de 76 milhões de anos.
Publicado no Journal of Paleontology (2025), o estudo “Uma vértebra de pterossauro juvenil com possível mordida de crocodiliano do Campaniano de Alberta, Canadá”, de Caleb M. Brown et al, revela uma rara interação predador-presa do período Cretáceo, mostrando que os pterossauros juvenis eram vulneráveis aos predadores terrestres de sua época.
História do fóssil
A descoberta é uma vértebra cervical de Cryodrakon boreas, um pterossauro azhdarchídeo juvenil. Este réptil voador podia atingir até 10 metros de envergadura na fase adulta, comparável à altura de uma girafa, enquanto os juvenis tinham envergadura estimada em 2 metros.
O fóssil apresenta uma perfuração circular de aproximadamente 4 mm, resultado de um dente de crocodiliano, indicando que estes répteis predavam ou se alimentavam oportunisticamente de pterossauros jovens na região pré-histórica de Alberta.
Técnicas modernas revelam detalhes

Para confirmar a origem da perfuração, os pesquisadores combinaram:
Essa abordagem científica assegurou que a marca fosse uma evidência real de predação ou consumo e não um dano pós-fossilização.
Relevância científica da descoberta
O estudo oferece insights valiosos sobre dinâmicas ecológicas do Cretáceo:
O Parque Provincial dos Dinossauros continua sendo um local-chave para descobertas paleontológicas, permitindo reconstruir a vida e o ambiente do período Cretáceo.














