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Estudo revela quantas horas de videogame começam a prejudicar a saúde

Excesso de jogos altera alimentação, sono e peso corporal

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Estudo aponta limite seguro para jogar videogame. (Foto: Pexels via Canva) Fala Ciência

Videogames fazem parte da rotina de milhões de jovens, seja como lazer, competição ou forma de socialização. No entanto, uma nova pesquisa indica que existe um limite claro entre o uso equilibrado e o excesso

Ao ultrapassar um determinado número de horas semanais, hábitos fundamentais como alimentação, sono e controle do peso começam a se deteriorar. O estudo sugere que o problema não está em jogar, mas no tempo dedicado aos jogos.


O limite que separa equilíbrio e excesso

Pesquisadores analisaram dados de 317 estudantes universitários australianos, com idade mediana de 20 anos, para entender como o tempo dedicado aos videogames se relaciona com indicadores de saúde. Os participantes foram classificados conforme o número de horas semanais de jogo.


Os resultados mostraram que até 10 horas por semana, os padrões de saúde permaneceram semelhantes. No entanto, acima desse limiar, surgiram diferenças consistentes e preocupantes, indicando um ponto de inflexão claro entre comportamento neutro e impacto negativo.

Alimentação pior e ganho de peso


Um dos achados mais consistentes foi a queda na qualidade da dieta entre estudantes que jogavam mais de 10 horas por semana. Além disso, esse grupo apresentou maior prevalência de excesso de peso.

Enquanto jogadores leves e moderados mantinham um índice de massa corporal dentro de faixas mais saudáveis, jogadores assíduos apresentaram valores compatíveis com sobrepeso, sugerindo que o tempo prolongado de jogo pode substituir refeições equilibradas e atividades físicas.


Mesmo após o controle de fatores como estresse e nível de atividade física, cada hora adicional de jogo semanal esteve associada a pior qualidade alimentar, reforçando a robustez da associação observada.

Sono: um dos primeiros a ser afetado

A pesquisa também identificou uma relação direta entre tempo de jogo e distúrbios do sono. Embora a qualidade do sono já fosse considerada insatisfatória em parte dos estudantes, ela se agravava conforme o tempo de exposição aos jogos aumentava.

Sessões prolongadas, especialmente à noite, podem atrasar o início do sono, fragmentar o descanso e comprometer o ritmo biológico, o que impacta diretamente o desempenho acadêmico e a saúde metabólica.

Importância na vida adulta

Os anos universitários são uma fase crítica para a formação de hábitos duradouros. Rotinas consolidadas nesse período tendem a se manter ao longo da vida, influenciando o risco futuro de obesidade, distúrbios do sono e doenças metabólicas.

O estudo reforça que não é necessário abandonar os videogames, mas sim adotar limites claros, intercalar pausas, evitar jogar tarde da noite e manter escolhas alimentares mais conscientes.

O que a pesquisa conclui

A pesquisa intitulada “Jogos eletrônicos associados a dieta inadequada, má qualidade do sono e níveis reduzidos de atividade física em estudantes universitários australianos”, publicada na revista Nutrition, teve como autor principal Thanaporn Kaewpradup e foi divulgada em 2026 (DOI: 10.1016/j.nut.2025.113051). Os dados indicam que o excesso de jogos está associado a maior risco à saúde, enquanto o uso moderado não apresentou efeitos relevantes.

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