Fóssil de Titanossauro descoberto na Argentina coloca Corrientes no mapa dos dinossauros
Registro fóssil inédito mostra que gigantes do Cretáceo habitaram o nordeste argentino
Fala Ciência|Do R7

A Argentina acaba de ampliar sua história paleontológica com uma descoberta inédita. Pela primeira vez, a província de Corrientes, localizada no nordeste do país, passa a integrar oficialmente o mapa dos dinossauros sul-americanos. A identificação de vestígios pertencentes a um titanossauro, grupo que reúne alguns dos maiores herbívoros terrestres que já existiram, indica que esses gigantes ocuparam áreas antes consideradas sem registros desse tipo.
Esse achado reposiciona Corrientes dentro do cenário científico e amplia o entendimento sobre a distribuição dos dinossauros na Argentina durante o período Cretáceo.
Um vestígio pequeno que revela um gigante
O material identificado corresponde a um osteodermo, uma placa óssea que integrava a pele de certos saurópodes titanossauros. Apesar de não se tratar de um esqueleto completo, esse tipo de fóssil é considerado uma evidência diagnóstica, suficiente para confirmar a presença desses animais em um território específico.
O achado ocorreu em sedimentos cretáceos, entre as localidades de Mercedes e Curuzú Cuatiá, uma área da província que permanecia pouco explorada do ponto de vista paleontológico. Esse contexto torna a descoberta ainda mais relevante para a ciência argentina.
O que a presença de titanossauros indica sobre o ambiente antigo

Os titanossauros dominaram vastas regiões do planeta durante o Cretáceo, exercendo papel central nos ecossistemas como grandes consumidores de vegetação. A confirmação de sua presença em Corrientes sugere a existência de ambientes ricos em flora, capazes de sustentar fauna de grande porte e cadeias ecológicas complexas.
Além disso, esse registro estabelece uma ligação direta entre Corrientes e outras áreas da Argentina onde fósseis semelhantes já haviam sido encontrados, indicando continuidade ambiental e biogeográfica no passado remoto.
Uma linha do tempo que recua milhões de anos
Antes dessa descoberta, os fósseis mais antigos conhecidos em Corrientes pertenciam a mamíferos muito mais recentes, o que limitava a compreensão da história natural profunda da região. Com o achado do primeiro dinossauro da província, o registro de vertebrados locais recua milhões de anos, abrindo novas possibilidades de estudo sobre a evolução dos ecossistemas do nordeste argentino.
Entre os principais impactos científicos, destacam-se:
Importância do achado para a paleontologia
Mais do que um marco paleontológico, a descoberta reforça a importância da conservação do solo e do patrimônio natural. Cada fóssil preservado carrega informações únicas sobre a história da vida na Terra, ajudando a compreender como os ambientes se transformam ao longo do tempo.
Ao colocar Corrientes no mapa dos dinossauros da Argentina, o achado evidencia que o passado do planeta ainda guarda muitos segredos. Investigar, proteger e divulgar essas descobertas fortalece a relação entre ciência, educação ambiental e responsabilidade ecológica.














