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Frequência cardíaca normal: o que é, como medir e quando se preocupar

Saiba mais sobre frequência cardíaca normal e saúde cardiovascular

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Fala Ciência|Do R7

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Exercícios ajudam a manter a frequência cardíaca normal. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

A frequência cardíaca normal é um dos indicadores mais importantes da saúde cardiovascular. Saber qual é o seu ritmo cardíaco em repouso e durante atividades físicas ajuda a identificar problemas precocemente e a manter o coração saudável. 

Neste artigo, vamos explicar o que significa a frequência cardíaca, os valores ideais, fatores que influenciam e como monitorar corretamente.


O que é frequência cardíaca?

A frequência cardíaca indica quantos batimentos o coração realiza a cada minuto (bpm). Cada batida representa o bombeamento de sangue pelo corpo, fornecendo oxigênio e nutrientes essenciais para órgãos e tecidos.


Estudos mostram que a frequência cardíaca em repouso não é apenas um número isolado, mas um indicador significativo da saúde cardiovascular, podendo prever riscos de mortalidade e doenças, mesmo em indivíduos aparentemente saudáveis (Olshansky et al., 2023).

Qual é a frequência cardíaca normal?


Em adultos saudáveis, a frequência cardíaca normal em repouso varia entre 60 e 100 bpm. Alguns fatores, como idade, nível de atividade física e condicionamento cardiovascular, podem influenciar esses valores:

  • Atletas ou pessoas muito ativas: 40 a 60 bpm pode ser considerado normal devido à maior eficiência cardíaca.
  • Adultos sedentários: 60 a 100 bpm é o padrão usual.
  • Crianças: a frequência cardíaca tende a ser mais alta, variando entre 70 e 120 bpm, dependendo da idade.


Pequenas variações durante o dia são naturais, influenciadas por estresse, emoções, alimentação e temperatura ambiente.

Fatores que podem alterar a frequência cardíaca

Diversos fatores podem influenciar a frequência cardíaca normal, incluindo:

  1. Atividade física: a frequência aumenta proporcionalmente à intensidade do exercício.
  2. Estresse e emoções: ansiedade, nervosismo e até alegria podem elevar temporariamente os batimentos.
  3. Medicações: alguns remédios, como beta-bloqueadores, reduzem a frequência cardíaca.
  4. Doenças: condições como hipotireoidismo, hipertireoidismo, febre e infecções podem alterar o ritmo cardíaco.
  5. Cafeína, álcool e tabaco: estimulantes aumentam os batimentos, enquanto sedativos podem diminuir.

Como medir a frequência cardíaca

Monitorar frequência cardíaca normal protege seu coração. (Foto: Alemedia.id via Canva) Fala Ciência

Medir a frequência cardíaca normal é simples e pode ser feito em casa:

  • No pulso: coloque dois dedos sobre a artéria radial (lado do polegar) e conte os batimentos em 60 segundos.
  • No pescoço: use os dedos sobre a artéria carotídea (lado do pescoço).
  • Com aparelhos digitais: smartwatches, monitores de pressão e aplicativos registram o ritmo cardíaco ao longo do dia.

Para maior precisão, meça sempre em repouso, preferencialmente de manhã, antes de se levantar ou tomar café.

Frequência cardíaca durante exercícios

Durante atividades físicas, a frequência cardíaca normal varia conforme a intensidade e a idade. Uma fórmula comum para estimar a frequência cardíaca máxima é:

220 – idade = frequência cardíaca máxima (bpm)

A partir desse valor, pode-se definir zonas de treino:

  • Leve: 50–60% da frequência máxima
  • Moderada: 60–70%
  • Intensa: 70–85%

Treinar dentro das zonas ideais ajuda a melhorar o condicionamento sem sobrecarregar o coração.

Quando procurar um médico

Procure atendimento médico se você perceber:

  • Frequência cardíaca persistente acima de 100 bpm em repouso (taquicardia)
  • Frequência abaixo de 50 bpm em não atletas (bradicardia)
  • Batimentos irregulares ou sensação de descompasso no coração
  • Falta de ar, tontura ou desmaios

Esses sinais podem indicar arritmias, problemas na tireoide ou outras condições cardíacas que precisam de avaliação profissional.

Dicas para manter uma frequência cardíaca saudável

  1. Pratique exercícios regularmente, incluindo aeróbicos e treino de resistência.
  2. Mantenha uma alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais e fontes de ômega-3.
  3. Durma bem e evite excesso de estresse.
  4. Evite estimulantes em excesso, como cafeína e álcool.
  5. Monitore periodicamente sua frequência cardíaca e consulte um cardiologista se notar alterações significativas.

Manter a frequência cardíaca normal é essencial para a saúde do coração e do corpo como um todo. Com monitoramento regular, estilo de vida saudável e acompanhamento médico quando necessário, é possível prevenir problemas cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida.


Autora: Rafaela Lucena – Farmacêutica (CRF-RJ: 13912).
Especialista em saúde e divulgadora científica.

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