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Insolação no Carnaval: sintomas iniciais que pedem atenção imediata

Calor extremo e esforço prolongado elevam o risco de emergências na folia

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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O Carnaval no Brasil ocorre em um período marcado por altas temperaturas, sol intenso e longas horas ao ar livre. Esse conjunto de fatores aumenta de forma significativa o risco de insolação, uma condição potencialmente grave causada pela incapacidade do corpo de regular a própria temperatura. 

Evidências científicas recentes reforçam que o calor extremo não afeta apenas o conforto, mas pode desencadear alterações fisiológicas perigosas, especialmente em ambientes de aglomeração e esforço físico contínuo.


Como o calor extremo sobrecarrega o organismo

O corpo humano mantém sua temperatura por meio da transpiração e da dilatação dos vasos sanguíneos da pele. No entanto, uma revisão clínica de referência publicada no BMJ em 2025, intitulada Effects of extreme heat on physiology, morbidity, and mortality under climate change: mechanisms and clinical implications (BMJ 2025;391:e084675), descreve que, em situações de calor intenso e prolongado, esses mecanismos podem falhar.


Segundo o estudo, o aumento excessivo da temperatura corporal compromete funções essenciais, como a circulação, o equilíbrio de líquidos e o funcionamento do sistema nervoso central. Durante eventos como o Carnaval, fatores adicionais como desidratação, consumo de álcool e privação de descanso aceleram esse processo.

Sintomas iniciais que exigem atenção imediata


Reconhecer precocemente os sinais de insolação é fundamental para evitar complicações. Os sintomas iniciais mais comuns, descritos na literatura médica, incluem:

  • Tontura e sensação de desmaio
  • Dor de cabeça intensa
  • Náusea ou vômitos
  • Fraqueza acentuada
  • Pele quente ao toque, com redução do suor
  • Dificuldade de concentração ou confusão leve


Esses sinais indicam que o organismo já está sob estresse térmico significativo e precisa de intervenção rápida.

Quando o quadro se torna uma emergência médica?

De acordo com a revisão do BMJ (2025), se a exposição ao calor continuar, o quadro pode evoluir para insolação propriamente dita, caracterizada por elevação crítica da temperatura corporal e falha dos sistemas de compensação. Nessa fase, podem surgir:

  • Confusão mental importante
  • Desorientação
  • Convulsões
  • Perda de consciência

O estudo destaca que a insolação está associada a maior risco de mortalidade, além de possíveis danos ao cérebro, rins e coração, sobretudo quando o resfriamento adequado não é iniciado rapidamente.

O que fazer ao identificar os primeiros sinais?

A resposta rápida é decisiva para evitar desfechos graves. As recomendações imediatas incluem:

  • Levar a pessoa para um local fresco e ventilado
  • Oferecer líquidos, se estiver consciente
  • Retirar excesso de roupas
  • Aplicar medidas de resfriamento corporal
  • Buscar atendimento médico diante de confusão, febre alta ou piora dos sintomas

Essas ações ajudam a reduzir a temperatura corporal e a prevenir a progressão do quadro.

Prevenção é essencial para um Carnaval mais seguro

A revisão publicada no BMJ reforça que a prevenção é a estratégia mais eficaz contra doenças relacionadas ao calor. Durante o Carnaval, medidas simples fazem diferença:

  • Hidratação constante
  • Pausas frequentes à sombra
  • Uso de roupas leves
  • Evitar sol intenso nos horários mais quentes
  • Atenção aos sinais do próprio corpo

Com informação e cuidados básicos, é possível aproveitar a folia com mais segurança e reduzir os riscos associados ao calor extremo.

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