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James Webb registra explosão cósmica de 7 horas que pode mudar teorias sobre o universo

Explosão cósmica rara intriga cientistas ao durar horas e desafiar teorias conhecidas

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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HST com filtro F160W (equivalente à banda H; central) (Imagem adaptada de Jonathan Carney et al 2025 ApJL 994 L46/ CC BY-SA 4.0) Fala Ciência

Uma descoberta recente está intrigando a comunidade científica e pode mudar o que sabemos sobre os eventos mais extremos do universo. Uma explosão de raios gama, considerada uma das mais energéticas já observadas, apresentou um comportamento totalmente fora do comum. Diferente dos eventos típicos, que duram apenas segundos, essa explosão permaneceu ativa por impressionantes sete horas.

Identificada como GRB 250702B, a explosão foi analisada com auxílio do Telescópio Espacial James Webb, além de uma rede global de observatórios. O fenômeno pode representar uma nova forma de interação entre estrelas massivas e buracos negros, ampliando as fronteiras da astrofísica. Já nas análises iniciais, alguns pontos se destacaram imediatamente:


  • Duração extremamente longa para uma explosão desse tipo;
  • Emissão contínua de raios gama por várias horas;
  • Sinais detectados antes mesmo do evento principal;
  • Origem em uma galáxia distante e rica em poeira.

Um fenômeno raro revela novos caminhos no cosmos


Em geral, explosões de raios gama surgem quando uma estrela muito massiva entra em colapso e dá origem a um buraco negro, liberando jatos intensos de energia por poucos segundos. Contudo, o evento GRB 250702B foge completamente desse comportamento, indicando que processos mais complexos podem estar envolvidos.

Além disso, sinais de emissão energética detectados antes da explosão principal abrem espaço para novas interpretações. Esse detalhe sugere que o fenômeno pode ter sido antecedido por instabilidades internas ou interações gravitacionais extremas, ainda pouco compreendidas pela ciência.


Hipóteses que podem redefinir a astrofísica

Painéis mostram GALFIT da galáxia hospedeira do GRB 250702B, com norte para cima. (Imagem: Jonathan Carney et al 2025 ApJL 994 L46/ CC BY-SA 4.0) Fala Ciência

Diante desse cenário incomum, cientistas consideram diferentes explicações para o fenômeno:


  • Uma explosão de raios gama extremamente prolongada
  • Um evento de ruptura de maré, onde uma estrela é destruída por um buraco negro
  • A fusão entre um buraco negro menor e uma estrela
  • Um mecanismo ainda desconhecido pela ciência atual

Independentemente da explicação, o evento liberou jatos relativísticos, com partículas viajando próximas à velocidade da luz, reforçando sua natureza altamente energética.

Um quebra-cabeça cósmico montado com múltiplos telescópios

Para compreender melhor o fenômeno, os cientistas combinaram dados de diferentes comprimentos de onda, incluindo raios X, infravermelho e rádio. Essa abordagem integrada foi essencial, já que nenhum instrumento isolado seria capaz de capturar toda a complexidade do evento.

Além disso, observações indicam que a explosão ocorreu há cerca de 8 bilhões de anos, oferecendo uma janela para o passado do universo. A galáxia hospedeira, com estrutura complexa e rica em poeira, adiciona ainda mais mistério ao caso.

Desse jeito, o GRB 250702B representa um dos eventos mais enigmáticos já registrados. Sua duração incomum e características atípicas sugerem que ainda há muito a descobrir sobre como buracos negros interagem com estrelas.

Portanto, essa descoberta não apenas desafia teorias existentes, mas também abre caminho para novas perguntas. E, como frequentemente acontece na ciência, cada resposta encontrada pode revelar mistérios ainda maiores.

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