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JWST encontra sinal estranho em exoplaneta e descobre erro inesperado no espaço

Um suposto sinal lunar observado pelo JWST se revelou uma ilusão criada por fenômenos estelares

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Sinal misterioso do JWST some após análise e revela mancha estelar gigante (Imagem: Gerada por IA/ Gemini) Fala Ciência

Um possível sinal detectado pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) levantou expectativas, mas análises avançadas mostraram que o fenômeno tinha outra origem. O episódio reforça como, mesmo com a tecnologia mais moderna da atualidade, distinguir sinais reais de artefatos estelares permanece um desafio científico profundo.

Para contextualizar melhor essa dificuldade crescente, vale destacar três pontos essenciais envolvidos na investigação:


  • Curvas de luz extremamente sensíveis podem ser alteradas por fenômenos naturais da própria estrela;
  • Artefatos do detector podem imitar sinais que lembram a passagem de uma lua;
  • Modelos matemáticos distintos podem gerar interpretações divergentes do mesmo conjunto de dados.

Quando o brilho da estrela prega uma peça


O estudo, publicado na The Astronomical Journal, analisou cerca de 60 horas de observações do sistema Kepler-167, onde o planeta gigante Kepler-167e parecia apresentar um leve atraso no trânsito, algo que poderia indicar a presença de uma lua. No entanto, a equipe liderada por Renyu Hu descobriu que o padrão observado coincidia com um evento semelhante a uma sizígia, mas produzido por um efeito totalmente diferente: a passagem do planeta diante de uma grande mancha estelar.

Busca por exoluas ganha reviravolta após detecção enganosa no espaço (Imagem: Gerada por IA/ Gemini) Fala Ciência

Além disso, a suposta lua precisaria ter um tamanho 30% acima do permitido pelos modelos físicos, o que invalidou a hipótese. A explicação estelar, portanto, tornou-se a interpretação mais plausível.


Modelagem avançada, múltiplas hipóteses e nenhuma conclusão fácil

Para separar sinal real de ruído instrumental, os pesquisadores compararam os dados com quatro modelos matemáticos independentes. Em seguida, testaram doze combinações de pipelines, das mais simples às baseadas em processos gaussianos. Embora sete delas tenham mostrado indícios promissores, nenhuma se manteve consistente após a análise de restrições físicas. Esses resultados ilustram como a detecção de exoluas exige:


  • Estratégias observacionais prolongadas;
  • Grande volume de dados contínuos;
  • Métodos estatísticos robustos e complementares.

Apesar do falso alarme, a pesquisa aponta caminhos importantes para as próximas campanhas. Uma nova janela de observação está prevista para outubro de 2027, quando Kepler-167e fará outro trânsito. A continuidade desses programas, segundo os autores, é crucial para construir a base metodológica necessária para a primeira detecção inequívoca de uma exolua.

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