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Mapa mostra alterações químicas espalhadas no cérebro com Alzheimer

Estudo identifica mudanças químicas além das placas amiloides

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Fala Ciência|Do R7

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Alzheimer provoca mudanças químicas detalhadas em todo cérebro. (Foto: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

Pesquisadores da Universidade Rice descobriram que a doença de Alzheimer não afeta apenas as famosas placas de proteína amiloide, mas causa mudanças químicas em várias regiões do cérebro. A doença mata mais pessoas anualmente do que alguns tipos de câncer, o que reforça a necessidade de entendermos melhor seu funcionamento.

Como o cérebro foi analisado


Os cientistas usaram uma tecnologia chamada imagem hiperespectral Raman, que permite ver a composição química do cérebro sem precisar de corantes ou marcadores. Eles escanearam todo o cérebro de modelos animais com Alzheimer e compararam com cérebros saudáveis.

Com isso, conseguiram:


  • Criar mapas detalhados do cérebro
  • Detectar mudanças químicas em regiões antes invisíveis
  • Observar que algumas áreas são mais afetadas que outras

Essa descoberta mostra que a doença não é uniforme e ajuda a entender por que os sintomas aparecem gradualmente.


Aprendizado de máquina ajuda a identificar padrões

Para analisar os dados complexos, a equipe usou aprendizado de máquina:


  • Não supervisionado: encontrou padrões químicos sem suposições
  • Supervisionado: distinguiu regiões doentes de regiões saudáveis

O resultado revelou que o hipocampo e o córtex, áreas ligadas à memória, são especialmente afetados, enquanto outras partes do cérebro sofrem menos.

Mudanças no metabolismo cerebral

O estudo também mostrou que o Alzheimer afeta a energia do cérebro:

  • Níveis de colesterol variam, prejudicando a estrutura das células
  • Quantidade de glicogênio, que fornece energia local, muda em regiões críticas

Isso ajuda a explicar por que a memória e outras funções cognitivas ficam comprometidas.

Por que isso é importante?

Com este atlas químico detalhado, cientistas podem:

  • Diagnosticar o Alzheimer precocemente, antes de sinais intensos
  • Criar tratamentos que considerem todo o cérebro, não apenas as placas
  • Compreender melhor a progressão da doença e os danos ocultos

Essas descobertas podem ser um passo importante para estratégias mais eficazes contra o Alzheimer.


Autora: Rafaela Lucena – Farmacêutica (CRF-RJ: 13912).
Especialista em saúde e divulgadora científica.

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