Matéria escura pode revelar segredos do nascimento de estrelas de nêutrons
Novo estudo investiga como a matéria escura assimétrica afeta supernovas e estrelas de nêutrons
Fala Ciência|Do R7

Explosões estelares conhecidas como supernovas de captura de elétrons (ECSNe) acontecem em estrelas com massas entre 8 e 10 vezes a do Sol. Nessas estrelas, núcleos de oxigênio, néon e magnésio se tornam instáveis quando elétrons são absorvidos, levando ao colapso do núcleo e à formação de uma estrela de nêutrons, um dos objetos mais densos do universo.
Pesquisas recentes do INFN-Pisa e da Universidade de Pisa, publicadas no Journal of High Energy Astrophysics, investigam como a presença de matéria escura assimétrica (ADM) poderia modificar esse processo, impactando tanto o colapso estelar quanto a energia da explosão.
Principais descobertas do estudo
O modelo desenvolvido pelos pesquisadores considera matéria comum e matéria escura como fluidos interagindo apenas gravitacionalmente, permitindo previsões detalhadas sobre os efeitos da ADM nas ECSNe. Entre os pontos-chave:

O estudo integra equações de estado (EOS) detalhadas para modelar tanto as estrelas progenitoras quanto a matéria escura, considerada um gás degenerado de Fermi frio. Isso possibilitou prever como diferentes frações de ADM alteram o perfil de densidade do núcleo e a energia liberada na explosão.
Implicações para a astrofísica
Os resultados sugerem que supernovas de baixa energia ou estrelas de nêutrons inesperadamente leves podem ser assinaturas indiretas da matéria escura. Além disso, o modelo abre novas oportunidades para:
Ao considerar a matéria escura como um componente ativo no colapso estelar, o estudo mostra que mesmo pequenas quantidades de ADM podem alterar significativamente a vida e a morte das estrelas. Isso redefine a forma como compreendemos tanto a formação de estrelas de nêutrons quanto a influência da matéria escura na evolução estelar.















