Melatonina em excesso pode afetar o coração e elevar risco de insuficiência, revela estudo
Estudo da American Heart Association indica possíveis riscos cardíacos no uso prolongado da melatonina
Fala Ciência|Do R7

O que antes era visto como um suplemento inofensivo para dormir melhor pode, na verdade, esconder riscos importantes para a saúde do coração. Resultados preliminares apresentados pela American Heart Association sugerem que o uso prolongado da melatonina pode estar associado a um aumento do risco de insuficiência cardíaca e mortalidade geral em pessoas com insônia.
Os dados chamam a atenção para a necessidade de reavaliar o uso contínuo do hormônio, especialmente entre aqueles que o consomem sem prescrição médica.
O que o estudo descobriu
A pesquisa analisou registros de 130 mil adultos com insônia, acompanhados por um período de cinco anos. Cerca da metade usava melatonina por um ano ou mais, e os resultados foram surpreendentes:
Esses dados, ainda que preliminares, reforçam que o hormônio não deve ser utilizado sem orientação médica, mesmo sendo de venda livre.
Entendendo o papel da melatonina

A melatonina é um hormônio natural produzido pela glândula pineal, localizada no centro do cérebro. Sua principal função é regular o ciclo do sono e vigília, indicando ao corpo que é hora de descansar.
Existem duas formas de melatonina:
A suplementação é recomendada apenas para casos específicos, como transtornos do espectro autista, deficiência visual e distúrbios do ritmo circadiano. No entanto, o uso indiscriminado como solução rápida para insônia pode interferir no equilíbrio hormonal e cardiovascular.
Riscos do uso sem orientação
O consumo desregulado de melatonina pode causar efeitos adversos significativos, principalmente quando feito em doses altas ou por longos períodos. Entre os principais sintomas estão:
Além disso, há indícios de que o uso contínuo possa afetar funções metabólicas e cardiovasculares, aumentando o risco de doenças crônicas.
Maneiras seguras de melhorar o sono naturalmente
Em muitos casos, é possível estimular a produção natural de melatonina sem recorrer a suplementos. Algumas estratégias simples incluem:
Esses hábitos ajudam o corpo a restabelecer o ritmo circadiano natural, melhorando a qualidade do sono de forma segura.
O estudo da American Heart Association, liderado pelo pesquisador Ekenedilichukwu Nnadi, ainda requer confirmação em novas análises, mas serve como um alerta importante: nem todo suplemento é isento de riscos.
O uso prolongado da melatonina deve ser avaliado individualmente, com acompanhamento médico, para que o equilíbrio entre sono e saúde cardíaca seja mantido.















