Misturar álcool com remédios comuns pode ser perigoso no Carnaval
Combinações frequentes escondem riscos reais à saúde
Fala Ciência|Do R7

Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas tende a aumentar, enquanto o uso de medicamentos comuns como analgésicos, anti-inflamatórios, antialérgicos e ansiolíticos continua fazendo parte da rotina de muitas pessoas. No entanto, o que parece inofensivo pode se transformar em um problema sério de saúde. Misturar álcool com remédios é uma combinação potencialmente perigosa, mesmo quando os medicamentos são vendidos sem receita.
Segundo evidências científicas, o álcool pode alterar a forma como o organismo absorve, metaboliza e elimina medicamentos, amplificando efeitos colaterais ou reduzindo a eficácia do tratamento. Em alguns casos, essa interação pode levar a complicações graves, inclusive hospitalizações.
Como o álcool interfere no efeito dos medicamentos
O fígado é o principal órgão responsável por metabolizar tanto o álcool quanto muitos fármacos. Quando os dois são consumidos juntos, ocorre uma competição metabólica, que pode sobrecarregar o organismo. Como resultado, o medicamento pode permanecer ativo por mais tempo no sangue ou, ao contrário, perder seu efeito terapêutico.
Além disso, o álcool pode potencializar ações no sistema nervoso central, aumentando riscos como:
Esses efeitos são particularmente perigosos em ambientes de grande aglomeração, como blocos de rua e festas.
Medicamentos comuns que oferecem maior risco
Diversas classes de remédios frequentemente usados no dia a dia podem interagir negativamente com o álcool. Entre os principais estão:
Essas interações não dependem apenas da quantidade de álcool ingerida. Mesmo doses moderadas podem gerar efeitos adversos relevantes.
Evidência científica sobre o risco da combinação
Uma revisão científica amplamente utilizada na prática clínica destaca que interações entre álcool e medicamentos são mais comuns e perigosas do que se imagina, especialmente em adultos jovens durante eventos festivos e em pessoas que utilizam múltiplos medicamentos.
O material científico “Alcohol-Medication Interactions: Potentially Dangerous Mixes”, publicado pelo National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, descreve como essas combinações podem provocar danos ao fígado, sangramentos, alterações neurológicas e problemas cardiovasculares, além de aumentar significativamente o risco de acidentes.
Carnaval exige atenção redobrada
Durante o Carnaval, fatores como desidratação, longos períodos sem alimentação adequada e exposição ao calor podem intensificar ainda mais os efeitos negativos da mistura entre álcool e medicamentos. O resultado é um risco maior de mal-estar súbito, desmaios e complicações clínicas inesperadas.
A falsa sensação de segurança ao usar remédios “simples” é um dos principais problemas. Mesmo medicamentos considerados rotineiros podem se tornar perigosos quando combinados com álcool.
Como se proteger
Algumas medidas simples podem reduzir os riscos:
Prevenção e informação são essenciais para aproveitar o Carnaval com mais segurança.














