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Molécula do cérebro pode desregular células e influenciar o autismo

Óxido nítrico e proteína TSC2 podem desequilibrar funções cerebrais no TEA

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela como o óxido nítrico pode desregular células cerebrais em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
  • O óxido nítrico atua como um "mensageiro químico silencioso" na comunicação entre neurônios.
  • Foi identificado que uma única alteração molecular pode impactar a atividade cerebral.
  • A descoberta possibilita novas pesquisas e terapias para melhorar a qualidade de vida de indivíduos com autismo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudo revela como sinais químicos alteram o cérebro no TEA Reprodução/Fala Ciência via Gemini

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve diferenças na comunicação social e no comportamento. Um estudo recente publicado na revista científica Molecular Psychiatry descobriu um mecanismo celular que ajuda a explicar parte do funcionamento do cérebro em pessoas com TEA.

O estudo mostra como uma molécula chamada óxido nítrico, que normalmente ajuda os neurônios a se comunicarem, pode causar efeitos em cascata quando não funciona corretamente.


Óxido nítrico: ajudante que pode atrapalhar

Proteína TSC2 controla via mTOR e comunicação neuronal. (Foto: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

No cérebro, o óxido nítrico ajuda os neurônios a passarem mensagens corretamente, funcionando como um “mensageiro químico silencioso”. Porém, em alguns casos de autismo:

  • Ele pode alterar uma proteína chamada TSC2, que normalmente freia uma via celular importante chamada mTOR.
  • Quando a TSC2 diminui, a via mTOR fica hiperativa, levando a excesso de crescimento e produção de proteínas nas células.
  • Isso pode atrapalhar a comunicação entre neurônios e contribuir para características do TEA.

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Como os cientistas conseguiram equilibrar essa via

Os pesquisadores testaram maneiras de interromper essa reação em cadeia:


  • Reduzindo o óxido nítrico nos neurônios, a proteína TSC2 voltou ao normal.
  • Criaram uma versão modificada da TSC2 que resiste às alterações do óxido nítrico.
  • Essas mudanças ajudaram a trazer de volta o equilíbrio da via mTOR e reduziram alterações celulares associadas ao autismo.

Esses resultados mostram que uma única alteração molecular pode ter grande efeito na atividade das células cerebrais.

Evidências vindas de crianças com TEA

O estudo também analisou amostras de crianças com autismo, incluindo aquelas com alterações genéticas conhecidas e casos sem causa identificada. Os resultados confirmaram:


  • TSC2 reduzida nas células cerebrais
  • Via mTOR mais ativa
  • Correlação com alterações observadas no autismo

Isso reforça que o mecanismo descoberto em laboratório tem relevância no mundo real.

Implicações para tratamentos futuros

A descoberta abre novas possibilidades para pesquisas e terapias no TEA:


  • Desenvolver medicamentos que modulam o óxido nítrico
  • Proteger a proteína TSC2 para equilibrar a via mTOR
  • Identificar novos alvos celulares para tratamentos mais precisos

Entender essa cadeia de eventos ajuda a criar estratégias direcionadas para melhorar a função cerebral e qualidade de vida das pessoas com autismo.

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