Mpox avança no Brasil e já atinge 13 estados; autoridades reforçam alerta
Mpox avança no Brasil e já atinge 13 estados; autoridades reforçam alerta
Fala Ciência|Do R7

O vírus mpox, infecção causada por um agente da família Orthopoxvirus, voltou a ganhar atenção das autoridades sanitárias brasileiras em 2026. Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o país já soma 149 registros classificados como confirmados ou prováveis, distribuídos em 13 estados e no Distrito Federal.
Embora o cenário atual ainda não represente uma emergência de saúde pública, o aumento de notificações reforça a importância da vigilância epidemiológica contínua. Esse monitoramento permite identificar rapidamente novos casos e adotar estratégias para limitar a propagação da doença.
Além disso, compreender como a mpox se manifesta e quais são as principais formas de prevenção é fundamental para reduzir o risco de transmissão.
Estados com maior número de registros da doença
A presença da mpox no Brasil não ocorre de forma homogênea. Alguns estados concentram maior quantidade de diagnósticos, enquanto outros apresentam ocorrências pontuais.
O estado de São Paulo lidera os registros, reunindo grande parte das infecções notificadas até agora.
A distribuição atual inclui:
Além disso, mais de 570 notificações ainda estão em investigação, o que significa que novos diagnósticos podem ser confirmados nas próximas atualizações epidemiológicas.
Como o corpo reage à infecção por mpox
A mpox é uma doença viral que costuma apresentar sintomas progressivos. No início, o quadro clínico pode ser semelhante ao de outras infecções, o que exige atenção redobrada para identificar sinais característicos.
Entre as manifestações observadas com mais frequência estão:
Após essa fase inicial, alguns pacientes desenvolvem lesões cutâneas típicas da doença. Essas erupções podem surgir no rosto, nas extremidades do corpo, na região genital ou em mucosas.
As lesões costumam evoluir por diferentes estágios até formar crostas e cicatrizar.
Formas de transmissão do vírus
A transmissão da mpox ocorre principalmente em situações de contato próximo com uma pessoa infectada. O vírus pode se espalhar por meio de diferentes vias, sobretudo quando há proximidade física prolongada.
Entre os principais mecanismos de contágio estão:
Por esse motivo, ambientes com proximidade física intensa podem favorecer a disseminação do vírus.
Cuidados simples ajudam a reduzir o risco de infecção
Mesmo diante da circulação da doença em diferentes regiões do país, algumas atitudes cotidianas ajudam a diminuir significativamente a chance de contágio.
As principais medidas preventivas incluem:
Caso surjam sintomas compatíveis com a doença, a orientação é reduzir interações próximas até receber avaliação de um profissional de saúde.
Monitoramento contínuo ajuda a conter a doença
Os registros epidemiológicos indicam que o Brasil contabilizou 1.079 casos de mpox ao longo de 2025, incluindo dois óbitos associados à infecção. Em 2026, entretanto, não há mortes registradas até o momento.
Mesmo com números relativamente controlados, especialistas reforçam que a vigilância epidemiológica continua sendo essencial. A identificação precoce dos casos, aliada à informação de qualidade e às medidas preventivas, permanece como a estratégia mais eficaz para evitar novos surtos da doença no país.
*Texto produzido pelo Fala Ciência com autoria e revisão técnica de Rafaela Lucena, Farmacêutica (CRF-RJ: 13912).














