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NASA enfrenta onda de frio e adia lançamento da Artemis II

O mau tempo na Flórida forçou a NASA a revisar o cronograma da missão Artemis II, que marcará o primeiro voo tripulado à Lua desde...

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Fala Ciência|Do R7

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Onda de frio atrasa lançamento da missão Artemis II (Imagem: NASA/Kim Shiflett) Fala Ciência

Depois de mais de meio século sem enviar astronautas ao entorno da Lua, a NASA precisou adiar novamente um dos momentos mais aguardados da história recente da exploração espacial. A missão Artemis II, que levará humanos para um sobrevoo lunar, teve seu lançamento postergado devido a uma combinação incomum de frio intenso, ventos fortes e instabilidade atmosférica na Flórida.

Apesar de todo o sistema estar tecnicamente pronto, a agência optou por não correr riscos. Em missões tripuladas, fatores ambientais extremos podem comprometer desde o abastecimento do foguete até o desempenho de sensores, válvulas e sistemas de segurança. Por isso, a nova janela de lançamento passou a ser avaliada para o início de fevereiro, dependendo do comportamento do clima nos próximos dias. Alguns pontos-chave ajudam a entender por que essa missão é tão estratégica:


  • Retorno de humanos ao entorno da Lua após mais de 50 anos;
  • Uso do foguete Space Launch System (SLS), o mais poderoso já construído;
  • Teste real da cápsula Orion com astronautas a bordo;
  • Etapa essencial para futuros pousos lunares e missões a Marte.

O que está por trás do adiamento


O principal fator foi a chegada de uma massa de ar polar rara para a região da Flórida, provocando temperaturas abaixo do esperado para padrões locais. Em condições assim, componentes criogênicos do foguete, especialmente os tanques de hidrogênio e oxigênio líquidos, podem sofrer contração térmica, formação de gelo e falhas de vedação.

Além disso, ventos em altitude representam risco durante as fases iniciais de ascensão, quando o veículo ainda não atingiu estabilidade orbital. Por isso, mesmo com todo o investimento tecnológico, a decisão mais segura foi recalibrar o cronograma.


Uma missão sem pouso, mas cheia de significado

Embora não inclua pouso nem permanência em órbita lunar, a Artemis II tem um papel científico e operacional crucial, já que a tripulação realizará um voo de aproximadamente 10 dias, durante o qual serão testados os sistemas de suporte à vida, a comunicação em espaço profundo, a proteção térmica da cápsula e a dinâmica de navegação ao redor da Lua. Os quatro astronautas, três da NASA e um da Agência Espacial Canadense, permanecem em quarentena preventiva, seguindo protocolos médicos rigorosos para evitar qualquer intercorrência de saúde antes do lançamento. 


A Artemis II é considerada a ponte entre a era Apollo e a nova geração de missões espaciais, pois, diferente dos anos 1960, o objetivo agora vai além de simplesmente chegar à Lua, envolvendo o estabelecimento de bases, o teste de tecnologias de longa duração e a preparação do caminho para a exploração interplanetária. O adiamento, portanto, não representa um retrocesso, mas sim uma decisão fundamentada em segurança e engenharia, pilares essenciais de qualquer missão tripulada moderna.

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