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Novo mapa neural mostra como milhões de neurônios realmente se comunicam

Modelo digital reproduz milhões de neurônios e amplia o futuro da neurociência

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Simulação revela como neurônios se conectam em tempo real. (Foto: NunDigital via Canva) Fala Ciência

A ciência acaba de avançar um passo extraordinário rumo à compreensão do cérebro. Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram construir um modelo digital extremamente detalhado do córtex, recriando milhões de neurônios interligados em uma estrutura virtual sem precedentes. 

A conquista só foi possível graças ao poder computacional de um supercomputador japonês capaz de realizar cálculos em escala inimaginável.


A força computacional que tornou o projeto possível

O supercomputador japonês Fugaku é capaz de executar centenas de quatrilhões de operações por segundo, permitindo simular processos biológicos com precisão impressionante. Com essa capacidade, os cientistas mapearam cerca de 10 milhões de neurônios e 26 bilhões de sinapses, organizados em 86 regiões interconectadas. 


O modelo reproduz o córtex de um rato, estrutura frequentemente utilizada em pesquisas por suas semelhanças funcionais com o cérebro humano.

Como o modelo representa o funcionamento cerebral


Novo mapa neural ajuda a entender funções e doenças. (Foto: NunDigital via Canva) Fala Ciência

O mapa digital mostra neurônios organizados em redes complexas que permitem o fluxo de sinais elétricos e químicos. Cada célula nervosa foi simulada individualmente, incluindo:

  • Corpo celular
  • Axônio
  • Sinapses elétricas
  • Sinapses químicas


A representação também destaca a interação entre diferentes áreas corticais. Regiões associadas ao movimento, ao processamento visual e à tomada de decisões foram recriadas com códigos de cores, facilitando a observação do tráfego de sinais no cérebro virtual.

Por que esse mapa é tão importante para a ciência?

Ao reunir tantos elementos em um único modelo, o projeto abre caminho para novas perguntas e respostas sobre o cérebro. O ambiente digital permite estudar fenômenos que antes dependiam exclusivamente de amostras biológicas, como:

  • Como surtos elétricos evoluem até se tornarem convulsões
  • De que forma ondas cerebrais influenciam o foco e a atenção
  • Como a comunicação entre regiões muda em doenças neurológicas
  • Quais padrões estruturais podem antecipar alterações cognitivas

Além disso, o modelo oferece segurança e economia, já que testes podem ser repetidos inúmeras vezes sem o uso de novos tecidos biológicos.

Avanços que o modelo pode proporcionar no futuro

Embora a simulação atual represente apenas o córtex, pesquisadores já planejam recriar o cérebro completo do rato. O objetivo de longo prazo é desenvolver um modelo biofísico igualmente detalhado do cérebro humano, ampliando o entendimento sobre desenvolvimento neurológico, transtornos cognitivos e estratégias terapêuticas.

Essa abordagem também pode auxiliar no desenvolvimento de tecnologias inspiradas no cérebro, como sistemas de inteligência artificial mais eficientes.

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