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Nvidia revoluciona IA física e cria carros autônomos mais inteligentes

Inteligência artificial agora aprende as leis da física e atua sozinha

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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IA física da Nvidia transforma carros e robôs em máquinas inteligentes (Imagem: NVIDIA) Fala Ciência

A tecnologia de inteligência artificial está prestes a dar um salto histórico. Durante a CES 2026, em Las Vegas, a Nvidia apresentou inovações em IA física, uma abordagem que permite que robôs, drones e veículos autônomos “pensem” e interajam de forma independente com o ambiente, aplicando conceitos reais de física. Essa evolução promete transformar a mobilidade urbana e a robótica de forma inédita.

O conceito central da IA física é simples, mas poderoso: máquinas capazes de compreender e reagir às leis do mundo real, como um humano faria, sem depender exclusivamente de programação prévia. Para alcançar esse nível de autonomia, a Nvidia aposta no uso de dados sintéticos, que aceleram o aprendizado das máquinas. Por exemplo, carros autônomos podem gerar vídeos artificiais de trajetos reais, ampliando a base de aprendizado e preparando os veículos para situações inesperadas. Principais avanços apresentados pela Nvidia:


  • Alpamayo: conjunto de ferramentas para simulação de dados e tomada de decisões de veículos autônomos;
  • VLA (Visão e Ação): modelo de IA que permite aos carros analisar cenários complexos e justificar suas decisões;
  • Mercedes-Benz CLA autônomo: veículo produzido em parceria, integrando a tecnologia de IA física da Nvidia;
  • Vera Rubin: supercomputador voltado para treinamento de IA, com maior eficiência energética e capacidade de processamento;
  • Dados sintéticos: vídeos artificiais que multiplicam experiências de aprendizagem para robôs e veículos.

Vera Rubin e IA física: a nova era da robótica e veículos inteligentes


Robôs e veículos autônomos ganham autonomia e eficiência sustentável (Imagem: NVIDIA) Fala Ciência

Além do desenvolvimento de veículos autônomos, o supercomputador Vera Rubin promete revolucionar o mercado de IA. Com 72 GPUs, 36 CPUs por rack e seis chips especializados, ele permite treinar modelos quatro vezes mais rápido e reduzir custos por token em até dez vezes, tornando o desenvolvimento de IA mais acessível e sustentável.

Outro ponto relevante é o foco em eficiência energética, com resfriamento a 45°C e redução de consumo de água, abordando impactos ambientais da computação de alto desempenho. Essa combinação de alta performance e sustentabilidade reforça a visão da Nvidia de que a IA física será a base para robôs e veículos mais inteligentes, seguros e confiáveis.


Portanto, a IA física marca a entrada de máquinas em uma nova era: elas não apenas processam dados, mas entendem, raciocinam e interagem com o mundo real. Os próximos anos prometem inovações que vão além de carros autônomos, impactando robótica, drones, logística e até medicina.

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