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OMS emite alerta após disparada global de casos de sarampo

Avanço do vírus expõe falhas na cobertura vacinal mundial

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Baixa vacinação impulsiona novo avanço do sarampo. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

O sarampo voltou a gerar alerta entre autoridades de saúde no mundo. Após um aumento expressivo e sustentado de casos em diferentes regiões do mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta internacional, chamando atenção para a rápida reemergência de uma doença altamente contagiosa e prevenível por vacina.

Dados recentes indicam que o número de casos de sarampo cresceu de forma abrupta entre 2024 e 2025, com continuidade do avanço em 2026. O crescimento não se restringe a um único país ou continente, mas reflete um padrão global associado principalmente à queda das coberturas vacinais, falhas na vigilância epidemiológica e aumento da circulação internacional de pessoas.


Segundo análises consolidadas pela OMS e seus escritórios regionais, a maior parte dos casos confirmados ocorreu em pessoas não vacinadas ou com histórico vacinal incompleto. Esse padrão reforça o entendimento científico de que mesmo pequenas lacunas na imunização populacional são suficientes para permitir a reintrodução e a disseminação do vírus.

Um vírus altamente transmissível volta a circular


O sarampo está entre as infecções humanas de maior transmissibilidade. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 indivíduos suscetíveis. Por esse motivo, a prevenção depende de altas taxas de vacinação, geralmente acima de 95% da população, para garantir a chamada imunidade coletiva.

Quando essa proteção é enfraquecida, o vírus encontra condições ideais para se espalhar rapidamente, atravessando fronteiras e atingindo populações de diferentes faixas etárias. A OMS alerta que surtos em países com intensa mobilidade internacional representam um risco contínuo mesmo para nações que haviam eliminado a transmissão endêmica.


Impactos para a saúde pública

Embora muitas vezes subestimado, o sarampo pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite, cegueira e morte, especialmente em crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas. O ressurgimento da doença também pressiona os sistemas de saúde, exigindo respostas rápidas, rastreamento de contatos e campanhas emergenciais de vacinação.


Além disso, a OMS destaca que surtos recentes revelam fragilidades acumuladas durante os últimos anos, incluindo interrupções nos serviços de imunização, hesitação vacinal e desigualdades no acesso às vacinas.

Recomendações diante do alerta

Diante desse cenário, a OMS recomenda ações imediatas e coordenadas, incluindo:

  • Reforço da vacinação de rotina e de campanhas de recuperação
  • Identificação precoce de casos suspeitos
  • Monitoramento contínuo das coberturas vacinais
  • Resposta rápida para interromper cadeias de transmissão

A organização reforça que a vacinação com a tríplice viral continua sendo a estratégia mais eficaz e segura para prevenir o sarampo e evitar novos surtos globais.

Um alerta que exige resposta coletiva

O alerta emitido pela OMS não se limita a um aviso técnico, mas funciona como um sinal claro de que conquistas históricas na saúde pública podem ser perdidas se a vigilância e a imunização forem negligenciadas. A disparada global de casos de sarampo evidencia que a prevenção precisa ser contínua, baseada em ciência e sustentada por políticas públicas consistentes.

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