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Pesquisa destaca importância de Ilha Grande para conservação de morcegos raros

Ilha Grande se destaca como área estratégica para conservação e estudo de morcegos

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Fala Ciência|Do R7

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Ilha Grande é refúgio vital para morcegos e biodiversidade local (Imagem: Getty Images/ Canva Pro) Fala Ciência

A Ilha Grande, localizada na costa sul do Rio de Janeiro, tornou-se um refúgio crucial para a conservação de morcegos no Brasil. Reconhecida como Área de Importância para a Conservação de Morcegos pela Rede Latinoamericana e do Caribe para a Conservação dos Morcegos (Relcom), a ilha apresenta uma diversidade impressionante de espécies e ambientes de abrigo que reforçam sua relevância científica e ecológica.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) utilizam métodos avançados de monitoramento, como redes de neblina quase invisíveis e registro acústico de alta precisão, para estudar os morcegos da região. Esses esforços revelam informações valiosas sobre espécies vulneráveis e endêmicas da Mata Atlântica, contribuindo para estratégias eficazes de conservação. Principais motivos que tornam Ilha Grande essencial para os morcegos:


  • Abriga 37 espécies diferentes, entre elas vulneráveis e endêmicas;
  • Oferece espaços de abrigo seguros, essenciais para reprodução e descanso;
  • Permite monitoramento científico contínuo com técnicas modernas;
  • Favorece estudos sobre comportamento e ecologia dos morcegos;
  • Fortalece ações educativas e de sensibilização ambiental da comunidade local.

O papel ecológico dos morcegos na Ilha Grande


Estudo destaca importância da conservação de morcegos na Ilha Grande (Imagem: Getty Images/ Canva Pro) Fala Ciência

Os morcegos desempenham funções ecológicas vitais que muitas vezes passam despercebidas. Espécies frugívoras atuam na dispersão de sementes e na polinização noturna, enquanto morcegos insetívoros ajudam no controle natural de pragas agrícolas e na regulação da população de mosquitos. Já os raros morcegos hematófagos mantêm equilíbrio ao se alimentarem de grandes mamíferos, mostrando a complexidade de suas funções nos ecossistemas.

A equipe da UERJ, liderada por Luciana Costa, utiliza redes de neblina revisadas regularmente para garantir liberação segura dos animais após identificação. O monitoramento acústico permite detectar espécies de voo elevado, como o Promops centralis, além de registrar espécies raras como Furipterus horrens, reforçando a importância da ilha como santuário de conservação.


O crescimento urbano e o desmatamento aproximaram as colônias de morcegos de áreas habitadas, tornando comum encontrá-los em telhados e edifícios. Para promover harmonia entre fauna e população local, projetos educativos como o “Morcegos na Praça” incentivam o cuidado correto com os animais, evitando manuseio direto e riscos à saúde, além de reforçar a proteção legal das espécies.

Ilha Grande como modelo de integração e preservação


A ilha exemplifica como conservação e pesquisa científica podem coexistir com atividade humana. A combinação de monitoramento rigoroso, ações educativas e valorização da biodiversidade garante a proteção dos morcegos, reforçando o papel da ilha como um santuário estratégico para estudos ecológicos e manutenção de ecossistemas saudáveis.

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