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Pesquisa identifica quatro caminhos que podem levar ao Alzheimer precoce

Estudo revela diferentes trajetórias que aumentam o risco da doença

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Fala Ciência|Do R7

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Detecção precoce ajuda a retardar a demência. (Foto: Pixelshot / Canva Pro) Fala Ciência

O Alzheimer é uma condição neurológica complexa que não se manifesta a partir de um único fator. Uma pesquisa recente da UCLA, publicada na revista eBioMedicine, analisou milhares de registros médicos e mostrou que a doença pode se desenvolver por quatro trajetórias distintas.

Essa descoberta é crucial, pois permite diagnósticos mais precoces e estratégias de prevenção que podem retardar a progressão para demência.


As quatro trajetórias identificadas

Quatro trajetórias aumentam o risco de Alzheimer. (Foto: Pexels / Canva Pro) Fala Ciência

O estudo detalhou quatro caminhos que aumentam o risco de Alzheimer:


Trajetória psiquiátrica: transtornos como depressão e ansiedade alteram neurotransmissores, geram inflamação cerebral e reduzem a proteção dos neurônios, facilitando o declínio cognitivo.

Trajetória encefalopática: engloba traumas repetitivos, intoxicações e infecções que afetam amplamente o cérebro, causando lentidão mental, desatenção e prejuízos de memória.


Trajetória vascular: condições como hipertensão, diabetes e colesterol alto comprometem a circulação cerebral, provocando microlesões que podem acelerar o Alzheimer e contribuir para demência mista.

Comprometimento cognitivo leve: estágio de transição em que o paciente apresenta esquecimentos acima do normal, mas mantém autonomia. Intervenções precoces podem estabilizar ou até reverter o quadro.


Essas trajetórias podem atuar de forma combinada ou sequencial, criando um efeito cumulativo que aumenta significativamente o risco de desenvolver a doença.

Implicações para prevenção e tratamento

Identificar esses padrões possibilita intervenções direcionadas:

– Controle de fatores modificáveis como pressão alta e diabetes;

– Atenção à saúde mental, prevenindo agravamento de quadros psiquiátricos;

– Programas de estimulação cognitiva para pacientes em fase inicial de comprometimento leve.

Estudos anteriores, como o PALA (2012), mostram que intervenções precoces podem ter resultados positivos: 38% dos pacientes evoluíram para demência, 38% melhoraram e 24% mantiveram estabilidade, evidenciando o potencial de prevenção.

Esta pesquisa reforça que o Alzheimer é uma doença multifatorial, em que fatores psiquiátricos, vasculares, encefalopáticos e cognitivos interagem para comprometer gradualmente o cérebro. 

Compreender essas trajetórias de risco permite diagnósticos antecipados, tratamentos mais eficazes e ações preventivas, aumentando a qualidade de vida e retardando o avanço da demência.

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