Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Sistema planetário próximo pode abrigar super-Terra na zona habitável

Sistema estelar próximo com quatro planetas inclui uma super-Terra na zona habitável

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

  • Google News
Estrela próxima abriga quatro planetas, incluindo um na zona habitável (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT) Fala Ciência

Astrônomos identificaram que uma estrela relativamente próxima do nosso sistema solar abriga pelo menos quatro planetas, incluindo um candidato localizado na chamada zona habitável, região onde a temperatura pode permitir a existência de água líquida.

O sistema estelar em questão gira em torno da estrela anã vermelha GJ 887, localizada a cerca de 10,7 anos-luz da Terra. Essa distância é considerada pequena em termos astronômicos, o que torna o sistema particularmente interessante para estudos futuros. Os resultados foram publicados na revista científica Astronomy & Astrophysics em um estudo liderado por C. Hartogh e colaboradores. Entre os pontos mais relevantes da descoberta estão:


  • Quatro planetas confirmados orbitando a estrela GJ 887;
  • Um planeta localizado na zona habitável do sistema;
  • Um possível quinto planeta ainda em investigação;
  • Ótimo potencial para estudos atmosféricos no futuro.

Essas características fazem do sistema um alvo promissor na busca por ambientes que possam sustentar condições favoráveis à vida.


Uma estrela pequena, mas cheia de planetas

A GJ 887 pertence à classe das anãs vermelhas, estrelas menores e mais frias que o Sol. Esse tipo de estrela se tornou um foco importante da astronomia moderna, pois seus planetas são mais fáceis de detectar e estudar.


Estudos anteriores já haviam identificado dois exoplanetas orbitando a estrela, com períodos orbitais curtos. Entretanto, novas análises indicaram que o sistema é ainda mais complexo do que se imaginava.

Utilizando observações combinadas de diferentes instrumentos, os pesquisadores confirmaram quatro planetas com períodos orbitais de aproximadamente 4,4, 9,2, 21,8 e 50,8 dias.


Periodogramas sBGLS indicam candidatos a planetas e rotação estelar (Imagem: C. Hartogh et al./ Astronomy & Astrophysics (2026)) Fala Ciência

Esses mundos orbitam muito mais próximos de sua estrela do que os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol. Mesmo assim, devido à baixa luminosidade da estrela, alguns deles ainda podem se encontrar em regiões climaticamente favoráveis.

Um candidato promissor na zona habitável

Entre os planetas identificados, o mais intrigante é GJ 887 d, que completa uma órbita ao redor de sua estrela em cerca de 50,8 dias. Esse mundo parece estar localizado na zona habitável do sistema, região onde as condições de temperatura podem permitir a presença de água líquida na superfície, tornando-o um candidato interessante na busca por ambientes potencialmente habitáveis. As estimativas indicam que o planeta provavelmente pertence à categoria das super-Terras, com uma massa mínima superior a seis vezes a massa do nosso planeta.

No entanto, ainda não é possível determinar sua composição com precisão. Dependendo de suas características físicas e estruturais, ele pode ser um planeta rochoso semelhante à Terra, um mundo oceânico dominado por grandes volumes de água ou até mesmo um planeta gasoso de baixa densidade, semelhante aos chamados sub-Netunos. Para entender qual dessas possibilidades é a mais provável, serão necessárias observações futuras mais detalhadas, capazes de revelar melhor as propriedades desse planeta.

Um sistema planetário promissor que pode revelar sinais de vida no futuro

Além dos quatro planetas confirmados, os dados também revelaram um possível quinto sinal orbital, com período de cerca de 2,2 dias. Caso seja confirmado, esse objeto poderia ter massa inferior à da Terra.

Devido à sua proximidade e brilho relativo, o sistema GJ 887 é considerado um excelente alvo para futuras missões astronômicas que buscam analisar atmosferas planetárias e possíveis bioassinaturas.

Nos próximos anos, telescópios e instrumentos mais avançados poderão investigar esses mundos com maior precisão, ajudando a responder uma das perguntas mais profundas da ciência: se planetas próximos podem abrigar condições favoráveis à vida.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.