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Sistema raro com 4 estrelas desafia leis da gravidade e evolução estelar

Investigação revela detalhes do raro sistema 3+1 mais compacto já observado

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Sistema quádruplo compacto revela segredos inéditos da formação estelar (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT) Fala Ciência

Um sistema estelar formado por quatro estrelas acaba de desafiar nosso entendimento sobre a formação e a estabilidade de estruturas múltiplas no cosmos. Trata-se do TIC 120362137, o sistema quádruplo mais compacto já identificado, que apresenta uma arquitetura conhecida como configuração 3+1. Nesse arranjo, três estrelas permanecem próximas entre si, enquanto uma quarta gira ao redor do trio, formando uma dinâmica gravitacional rara e complexa.

Este achado, publicado na revista Nature Communications, permite aos astrônomos explorar como sistemas múltiplos podem surgir, evoluir e se manter estáveis ao longo de bilhões de anos.


Estrutura e dimensões do TIC 120362137

O estudo revelou detalhes impressionantes sobre o TIC 120362137, o sistema estelar quádruplo mais compacto já observado. No coração do sistema, um par interno de estrelas orbita uma à outra a cada 3,28 dias, com massas de 0,75 e 0,36 vezes a do Sol. Uma terceira estrela circunda esse par interno em 51,3 dias, possuindo cerca de 0,48 massas solares, enquanto a quarta estrela orbita todo o trio em aproximadamente 1.045 dias, com massa próxima à do Sol. 


Órbita do sistema quádruplo TIC 120362137 comparada às órbitas planetárias (Imagem: Borkovits, T., Rappaport, SA, Chen, HL. et al.) Fala Ciência

O trio central ocupa uma região equivalente à órbita de Mercúrio, enquanto a quarta estrela gira a uma distância menor que a órbita de Júpiter. Apesar da proximidade entre os astros, o sistema demonstrou ser surpreendentemente estável, algo raro em sistemas múltiplos com massas semelhantes. Além disso, os astrônomos conseguiram separar as linhas espectrais de cada estrela, permitindo medições precisas de massa, temperatura e idade. Principais características do sistema TIC 120362137:

  • Par interno orbita a cada 3,28 dias, com massas de 0,75 e 0,36 do Sol;
  • Terceira estrela circunda o par interno em 51,3 dias, massa de 0,48 solar;
  • Quarta estrela orbita o trio inteiro em 1.045 dias, massa próxima à solar;
  • Trio central ocupa espaço equivalente à órbita de Mercúrio, quarta estrela a distância menor que Júpiter.


Futuro do sistema e formação de anãs brancas

Simulações computacionais indicam que o TIC 120362137 ainda passará por profundas transformações. As estrelas centrais provavelmente se fundirão após a fase de gigante vermelha, formando uma anã branca, enquanto a quarta estrela continuará orbitando o sistema. A evolução completa deve levar cerca de 9,4 bilhões de anos, culminando em um par de anãs brancas orbitando entre si a cada 44 dias. 


Esse cenário reforça a hipótese de que sistemas binários de anãs brancas podem ter se originado de arranjos quádruplos mais complexos, oferecendo pistas valiosas sobre a evolução estelar que permanecem escondidas em sistemas observados atualmente. 

O TIC 120362137 representa não apenas um fenômeno raro, mas também uma janela para compreender a dinâmica de sistemas múltiplos, ajudando a responder questões sobre estabilidade gravitacional, formação estelar e evolução de sistemas quádruplos, expandindo nosso conhecimento sobre a diversidade do universo e os caminhos que levam à formação de anãs brancas.

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