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Telescópio James Webb descobre galáxias bizarras nunca antes vistas no Universo

Novos objetos espaciais desafiam modelos tradicionais de formação de galáxias

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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JWST revela galáxias estranhas que desafiam teorias do universo primitivo (Imagem: NASA, ESA, CSA, Steve Finkelstein (UT Austin)) Fala Ciência

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) está proporcionando uma visão inédita do universo primitivo, revelando objetos tão incomuns que receberam o apelido de “galáxias ornitorrinco”. Localizadas a cerca de 12,6 bilhões de anos-luz, essas galáxias desafiam os modelos tradicionais de formação galáctica, pois combinam características que, até então, não deveriam coexistir.

Ao observar a luz infravermelha emitida pouco tempo após o Big Bang, os astrônomos encontraram fontes pontuais compactas, pequenas e brilhantes, que não se encaixam nem em quasares nem nas galáxias conhecidas como ervilha verde (GPs). Essas descobertas sugerem que podemos estar testemunhando galáxias muito jovens, em estágio inicial de formação, possivelmente isoladas e sem interações complexas típicas de fusões galácticas. Principais características observadas:


  • Extremamente pequenas e compactas, aparecendo como pontos de luz em imagens de alta resolução;
  • Linhas de emissão espectral nítidas e irregulares, diferentes de quasares tradicionais;
  • Formação estelar ativa em núcleos muito compactos, indicando evolução precoce;
  • Sem evidências de estruturas extensas ou fusões galácticas.

O que essas galáxias nos revelam?


Galáxias “ornitorrinco” podem mostrar como as primeiras galáxias surgiram (Imagem: NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)) Fala Ciência

A análise detalhada dessas galáxias ornitorrinco indica que podem ser blocos de construção de galáxias, formados de maneira tranquila antes do início das fusões caóticas. Caso sejam confirmadas como galáxias formadoras de estrelas, elas representam uma nova classe, com morfologia pontual e idade muito jovem, reforçando teorias de colapso monolítico no início do universo.

Esses objetos também desafiam nossas ferramentas de classificação tradicionais, mostrando que a história da formação galáctica ainda pode ter capítulos inteiramente desconhecidos. Novas observações e análises espectrais serão essenciais para compreender completamente sua natureza e seu papel na evolução cósmica.


A importância do JWST no estudo da formação estelar

Estudos como o publicado no arXiv e apresentados em encontros da Sociedade Astronômica Americana destacam a importância do JWST para expandir nossos limites de conhecimento. Cada descoberta dessas galáxias peculiares abre novas perguntas sobre o surgimento das primeiras estruturas do universo e o processo de formação estelar primitiva.


A confirmação dessas galáxias como uma nova classe poderá reescrever parte da história do cosmos, mostrando que o universo primitivo era mais diverso e surpreendente do que imaginávamos.

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