Terapias hormonais da menopausa recebem sinal verde da FDA
FDA redefine riscos e benefícios dos tratamentos para menopausa
Fala Ciência|Do R7

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher marcada por queda hormonal, causando sintomas como ondas de calor, ressecamento vaginal e alterações de humor. Recentemente, a FDA (Food and Drug Administration) anunciou a remoção da tarja preta de medicamentos de reposição hormonal, uma decisão que promete aumentar a confiança de pacientes e médicos em terapias que antes eram evitadas devido a temores de efeitos colaterais graves.
Essa mudança marca uma evolução importante na medicina feminina, baseada em análises científicas recentes e revisões rigorosas da literatura sobre os riscos associados ao tratamento hormonal.
O que muda com a remoção da tarja preta
A tarja preta é o alerta mais severo que um medicamento pode receber nos Estados Unidos, indicando risco de efeitos graves ou fatais. Com sua remoção para terapias hormonais da menopausa, espera-se:
Além disso, a FDA também aprovou novos medicamentos para menopausa, incluindo uma versão genérica do Premarin e alternativas não hormonais para ondas de calor moderadas a severas.
Benefícios da terapia de reposição hormonal

A reposição hormonal visa repôr estrogênio e progesterona, hormônios cuja queda caracteriza a menopausa. Seus principais benefícios incluem:
Com a revisão da FDA, as bulas deixarão de listar riscos exagerados relacionados a câncer de mama, doenças cardiovasculares e demência, alinhando a prescrição à evidência científica atual.
Histórico e contexto científico
A terapia de reposição hormonal foi amplamente utilizada por décadas, mas seu uso caiu drasticamente após estudo da Women’s Health Initiative, em 2002, que relacionou o tratamento a riscos de câncer e derrames. Posteriores análises mostraram que esses riscos foram interpretados de forma exagerada, criando um ambiente de medo que limitou o acesso ao tratamento.
Atualmente, com a remoção da tarja preta, médicos podem prescrever terapias hormonais de forma mais segura, baseada em evidências e adaptada ao perfil de cada paciente, sem o impacto do alarmismo anterior.
Implicações para mulheres e saúde pública
A decisão da FDA representa:
A medida também reforça a necessidade de diálogo entre pacientes e médicos, promovendo escolhas informadas e seguras.















