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Titã pode ter nascido de colisão que criou anéis de Saturno

Simulações indicam que uma colisão entre luas pode ter transformado o sistema de Saturno

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Impacto entre luas antigas explica órbitas e superfície de Titã (Imagem: Photo Images via Canva) Fala Ciência

O sistema de Saturno continua sendo uma das regiões mais intrigantes do nosso Sistema Solar. Entre suas características mais impressionantes estão Titã, a maior lua de Saturno com atmosfera densa e rica em compostos orgânicos, e os icônicos anéis, cuja formação permanece um mistério há décadas. Uma nova pesquisa publicada no Planetary Science Journal sugere uma conexão inesperada: uma colisão violenta entre duas antigas luas pode ter originado tanto Titã quanto os anéis de Saturno.

Segundo os estudos, esse evento teria transformado profundamente o sistema saturniano. A colisão poderia explicar características observadas hoje, como órbitas incomuns de luas médias e a aparência jovem da superfície de Titã. Evidências e hipóteses centrais


  • Formação de Titã: fusão de duas luas antigas, possivelmente envolvendo a lua Crisálida;
  • Origem dos anéis: fragmentos ejetados pelo impacto permanecendo em órbita;
  • Alteração orbital: inclinação acentuada de Jápeto e ressonâncias atuais com Hipérion;
  • Atmosfera de Titã: gases liberados pelo choque teriam formado sua densa camada.

As simulações indicam que, em cenários plausíveis, Crisálida colidiu com um proto-Titã, liberando material suficiente para criar Hipérion e os anéis, além de renovar a superfície da lua, explicando a escassez de crateras antigas.


Cassini revela mudanças no sistema de Saturno causadas por colisão cósmica

Dados da sonda Cassini-Huygens revelaram que Saturno não está exatamente em ressonância gravitacional com Netuno, como se acreditava. Essa diferença sugere que eventos passados, como a colisão de luas, podem ter alterado a distribuição de massa do planeta, o que afetou o eixo de rotação e, consequentemente, a inclinação de suas órbitas e a visualização de seus anéis da Terra.


Além disso, interações subsequentes entre Titã e outras luas médias teriam provocado ajustes orbitais e contribuído para a formação de padrões únicos no sistema.

Dragonfly vai investigar a colisão que criou Titã e os anéis


A missão Dragonfly, prevista para 2028, será crucial para testar essa hipótese. Ao analisar a composição do solo e a idade das formações geológicas de Titã, será possível determinar se sua superfície sofreu renovação global há cerca de 100 milhões de anos, confirmando a ideia de uma grande colisão com as origens de Titã e dos anéis.

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