Vírus esquecido na infância pode causar demência na velhice, diz estudo
Nova pesquisa reforça importância da prevenção e vacinação contra o VZV
Fala Ciência|Do R7

A relação entre infecções virais e doenças neurodegenerativas tem recebido cada vez mais atenção da comunidade científica. Um estudo intitulado “A associação entre o vírus varicela-zóster e a demência: uma revisão sistemática e meta-análise de estudos observacionais”, conduzido por Juan Gao, analisou diversos estudos e indicou que a reativação do Vírus Varicella-zóster (VZV), responsável pela catapora e, posteriormente, pelo herpes-zóster, está associada a um risco significativamente maior de desenvolver demência.
Diferença entre catapora e herpes-zóster
Embora ambos os problemas sejam causados pelo mesmo vírus, há diferenças importantes:
É a reativação do VZV, e não a infecção inicial da catapora, que tem sido ligada ao aumento do risco de declínio cognitivo e demência.
Infecção por VZV e aumento do risco de demência

A análise dos dados revelou que pessoas com histórico de herpes-zóster apresentaram maior incidência de demência. O risco foi ainda maior em indivíduos com múltiplas reativações, sugerindo que a recorrência do vírus pode ter efeito cumulativo sobre o cérebro.
Além disso, o estudo aponta que tratamentos antivirais ou a vacinação contra herpes-zóster podem reduzir esse risco, reforçando a importância da prevenção como estratégia para a saúde cerebral.
Possíveis mecanismos biológicos
Embora ainda não exista uma explicação definitiva, algumas hipóteses incluem:
Limitações atuais
A maioria das evidências têm origem de estudos observacionais, o que significa que associação não implica causalidade. Mais pesquisas são necessárias para compreender os mecanismos e confirmar se a prevenção da reativação do VZV pode reduzir efetivamente o risco de demência.
O estudo reforça que a prevenção viral é essencial para a saúde do cérebro ao longo da vida. Medidas importantes incluem:
O VZV não é apenas uma doença dermatológica; seu impacto pode se estender ao cérebro, mostrando que a saúde viral é um fator relevante na prevenção de demência.















