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Voyager 1: A sonda que estará a um dia-luz da Terra em 2026

Sonda pioneira da NASA se aproxima de distância inédita, abrindo novas fronteiras no espaço interestelar

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Voyager 1 chega a 1 dia-luz da Terra em marco histórico espacial (Imagem: NASA/JPL-Caltech) Fala Ciência

Em novembro de 2026, a Voyager 1, lançada em 1977, alcançará um feito sem precedentes: estará a um dia-luz de distância da Terra. Essa distância equivale a cerca de 26 bilhões de quilômetros, ou seja, o tempo que um sinal de luz levaria para viajar da Terra até a sonda é de 24 horas. Em termos práticos, qualquer comando enviado levará um dia para receber uma resposta.

A Voyager 1 segue sua trajetória no espaço interestelar desde sua passagem por Saturno, mantendo uma velocidade constante de 61.155 km/h. Ao lado de sua gêmea, a Voyager 2, a missão continua a fornecer dados valiosos sobre regiões do espaço nunca exploradas, mesmo com mais de quatro décadas de operação.


  • Lançamento: 5 de setembro de 1977, Centro Espacial Kennedy, Flórida;
  • Velocidade atual: 61.155 km/h;
  • Distância em 2026: 1 dia-luz da Terra (~26 bilhões km);
  • Status: Funcionamento parcial com instrumentos essenciais.

Desafios de comunicação em distâncias cósmicas


Manter contato com sondas tão distantes apresenta enormes desafios. A taxa de transmissão de dados da Voyager 1 é extremamente baixa, cerca de 160 bits por segundo, equivalente à antiga internet discada. Para captar sinais tão fracos, a NASA depende de múltiplas antenas combinadas, garantindo que informações cruciais sobre o estado da sonda cheguem à Terra.

Além disso, a autonomia a bordo é fundamental. As sondas foram projetadas para operar de forma autossuficiente, podendo entrar em modo seguro caso ocorram falhas, garantindo a continuidade da missão mesmo a bilhões de quilômetros de distância.


Explorando o espaço além da heliosfera

Sonda da NASA se aproxima do espaço interestelar inexplorado (Imagem: NASA) Fala Ciência

As Voyager 1 e 2 são as únicas espaçonaves a operar além da heliosfera, a bolha de partículas e campos magnéticos do Sol, e seus instrumentos científicos monitoram constantemente as ondulações na heliopausa, o limite entre o vento solar e o espaço interestelar, assim como os campos magnéticos, a radiação cósmica e as interações entre o Sol e o espaço interestelar. Essa operação contínua permite coletar dados essenciais que orientam futuras missões e ajudam a mapear a transição do nosso sistema solar para o espaço interestelar.


Resistência e legado das Voyager

Após quase 50 anos de operação, a equipe toma decisões estratégicas para prolongar a vida útil das sondas, incluindo o desligamento de instrumentos não essenciais, a conservação de energia e o manutenção do aquecimento adequado, além da manutenção do alinhamento das antenas sempre em direção à Terra. Essas medidas asseguram que as Voyager continuem atuando como verdadeiras embaixadoras da humanidade no espaço, transmitindo informações únicas sobre regiões inexploradas do cosmos.

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