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A psicologia afirma que pessoas que chegam aos 70 anos e percebem que seus filhos não precisam mais delas podem experimentar impactos profundos em seu bem-estar

Curiosidades da Psicologia O vazio que ninguém fala: A psicologia chama de “síndrome do ninho vazio” o sentimento de perda de...

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Giro 10|Do R7

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Curiosidades da Psicologia
  • O vazio que ninguém fala: A psicologia chama de “síndrome do ninho vazio” o sentimento de perda de propósito quando os filhos crescem e ganham independência, e ele pode aparecer de forma intensa mesmo décadas depois da saída de casa.
  • Mais comum do que parece: Muitas mães chegam aos 70 anos sentindo que “perderam o papel” que mais valorizavam na vida, o de ser necessária para os filhos, e isso impacta diretamente a autoestima e o bem-estar emocional.
  • O que a psicologia revela: Pesquisas mostram que ressignificar a identidade e encontrar novos vínculos e propósitos nessa fase é um dos caminhos mais eficazes para recuperar o equilíbrio emocional e o sentido de vida.


Você já parou para imaginar como deve ser chegar aos 70 anos e, de repente, perceber que aquela pessoa que sempre precisou de você, que chamava pelo seu nome para tudo, simplesmente não precisa mais? Para muitas mães e avós brasileiras, esse momento é silencioso, mas profundo. Não é um abandono, e todo mundo sabe disso. Mas o sentimento de não ser mais necessária pode mexer com algo muito delicado dentro da gente, com a autoestima, com o sentido de vida e com o bem-estar emocional de formas que a psicologia já começou a mapear com muito cuidado.

O que a psicologia diz sobre perder o sentido de ser necessária


A psicologia do envelhecimento explica que, para muitas mulheres, a identidade foi construída ao longo de décadas em torno do papel de mãe, de cuidadora, de pessoa que resolve, que acolhe, que está sempre disponível. Quando os filhos crescem e conquistam sua independência, esse papel vai se transformando, e a mente precisa de tempo para acompanhar essa mudança. O que parece ser “orgulho dos filhos crescidos” convive, muitas vezes, com uma dor emocional real e pouco reconhecida pela família e pela própria pessoa.

A psicologia chama de “síndrome do ninho vazio” esse estado emocional que surge quando os filhos deixam de depender dos pais. Mas o que poucos sabem é que esse sentimento pode surgir, ou se intensificar, décadas mais tarde, quando os filhos já estão completamente estabelecidos na vida adulta. Aos 70 anos, a percepção de que “eles não precisam mais de mim” pode despertar sentimentos de solidão, falta de propósito e até sintomas de ansiedade e tristeza profunda.


Como esse sentimento aparece no nosso dia a dia

Sabe aquela sensação de ligar para o filho e ele estar sempre ocupado? Ou de oferecer ajuda e ouvir um “não precisa, mãe”? Para quem passou a vida inteira sendo o centro de suporte da família, esses pequenos momentos podem acumular um peso emocional imenso. O comportamento de se sentir à margem da vida dos filhos é um dos sinais mais comuns de que esse processo está acontecendo, e ele se manifesta de formas muito sutis no cotidiano.


A rotina também muda muito nessa fase. Sem os filhos para cuidar, algumas mulheres percebem que os dias ficam mais vazios, que o telefone toca menos, que as visitas são mais curtas. A psicologia aponta que esse esvaziamento da rotina pode afetar diretamente o humor, o sono e até a saúde física. O sentimento de solidão que aparece não é frescura, é uma resposta emocional legítima a uma mudança real e profunda nos vínculos afetivos.

A psicologia afirma que pessoas que chegam aos 70 anos e percebem que seus filhos não precisam mais delas podem experimentar impactos profundos em seu bem-estar Giro 10

Identidade e bem-estar: o que mais a psicologia revela sobre essa fase

Um dos pontos mais interessantes que a psicologia do desenvolvimento levanta é que o bem-estar emocional na terceira idade está muito ligado ao sentido de identidade. Quando uma pessoa constrói quem ela é em torno de um papel, como o de mãe presente e necessária, e esse papel se transforma, a pergunta “quem sou eu agora?” aparece com uma força surpreendente. Não é fraqueza. É um processo psicológico genuíno que merece atenção e acolhimento.

A psicologia também nos ensina que resiliência, a capacidade de se adaptar e encontrar novos caminhos mesmo diante de perdas e mudanças, é uma habilidade que pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida. Ressignificar o papel de mãe, transformando-o de “quem cuida” para “quem inspira e acompanha”, é um movimento emocional poderoso. E isso não significa abrir mão de nada: significa ampliar quem você é para além do que sempre foi.

🫂 Giro 10

O tema do envelhecimento e seus impactos no bem-estar emocional tem sido cada vez mais estudado pela psicologia brasileira. Um artigo publicado no SciELO aborda justamente como os aspectos psicológicos e sociais do envelhecimento se entrelaçam, e pode ser consultado nesta pesquisa sobre o envelhecimento na atualidade, que traz reflexões importantes para compreender essa fase da vida com mais profundidade.

Por que entender isso pode transformar sua vida

Reconhecer que esse sentimento existe, que ele tem nome, que a psicologia o estuda e que ele é muito mais comum do que parece, já é um passo enorme. Quando a gente entende que não está “exagerando” nem sendo “dramática”, abre espaço para cuidar do próprio equilíbrio emocional com mais carinho e menos culpa. Muitas mulheres passam anos acreditando que precisam simplesmente “aceitar” esse vazio, sem perceber que existem formas de transformar essa experiência em crescimento real.

O autoconhecimento nessa fase pode abrir portas que estavam fechadas há décadas. Retomar um hobby esquecido, criar vínculos novos, participar de grupos de convivência, ou até procurar um acompanhamento psicológico são caminhos que a psicologia aponta como essenciais para recuperar o sentido de pertencimento e de valor pessoal. Ser necessária não precisa significar apenas cuidar dos filhos. Pode significar muito mais.

O que a psicologia ainda está descobrindo sobre bem-estar e envelhecimento

A psicologia do envelhecimento segue explorando como a construção de novos propósitos, o fortalecimento dos vínculos afetivos além da família e o investimento no autocuidado influenciam diretamente a saúde mental e a qualidade de vida depois dos 70 anos. Pesquisadores têm mostrado que idosos que cultivam crenças positivas sobre si mesmos e mantêm conexões sociais ativas apresentam muito mais resiliência emocional, mais disposição e, inclusive, melhores indicadores de saúde física. A mente e o corpo seguem conversando a vida toda.

Se você chegou até aqui e se reconheceu em alguma parte dessa história, saiba que seus sentimentos fazem todo o sentido. A psicologia existe para isso: para nos lembrar que cada fase da vida tem sua própria beleza e seus próprios desafios, e que olhar para si mesma com curiosidade e gentileza é sempre o melhor começo.

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