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Cientistas acreditam ter descoberto um mecanismo que permite ao cérebro restaurar a visão perdida por conta própria

Imagine bater a cabeça com força e perder parte da capacidade de enxergar. Até pouco tempo atrás, a medicina acreditava que esse...

Giro 10

Giro 10|Do R7

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Imagine bater a cabeça com força e perder parte da capacidade de enxergar. Até pouco tempo atrás, a medicina acreditava que esse tipo de dano no cérebro era permanente e sem volta. Porém, uma descoberta surpreendente revelou que o nosso corpo guarda um plano B fascinante para consertar a visão por conta própria.

O que a ciência descobriu sobre a regeneração dos neurônios?


Para entender essa mágica biológica, precisamos olhar para os axônios, que são como longos fios de energia conectando nossas células nervosas. Quando ocorre uma lesão grave, muitos desses cabos se rompem, interrompendo o sinal elétrico vital entre os olhos e o sistema nervoso central.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins decidiram investigar exatamente o que acontece depois desse apagão fisiológico. Eles perceberam que as células sobreviventes começam a criar novos ramos a partir de seus axônios intactos, assumindo o trabalho dos vizinhos que morreram para restaurar ativamente a visão.


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Como isso funciona na prática?


Pense no seu cérebro como uma grande rede de telefonia que teve metade de suas torres derrubadas por uma tempestade. Para que você não fique sem comunicação, as torres que continuam de pé começam a esticar novas antenas de forma inteligente para cobrir toda a área afetada.

Essa ramificação compensatória devolve o fluxo natural de informações para o sistema nervoso. Os neurônios saudáveis dobram sua área de cobertura e formam novas sinapses, religando as áreas desconectadas de forma surpreendentemente rápida e eficiente para o organismo.


A diferença biológica: o que mais os pesquisadores encontraram?

Um detalhe totalmente inesperado mudou o que sabíamos sobre a reabilitação de uma lesão craniana grave. O estudo minucioso comprovou que esse religamento das células nervosas acontece em ritmos biológicos muito diferentes dependendo do sexo do paciente avaliado.

Enquanto os machos recuperaram os contatos nervosos e a atividade elétrica quase totalmente em duas semanas, as fêmeas demoraram até dois meses para atingir o mesmo nível biológico. Isso explica cientificamente por que as mulheres costumam sofrer com dores de cabeça e problemas visuais por muito mais tempo após os acidentes.

Por que essa descoberta importa para você?

Saber que os neurônios possuem um programa genético ativo para religar o cérebro muda tudo o que sabemos sobre a medicina clínica moderna. Em vez de tentar o caminho quase impossível de fazer células mortas renascerem do zero, os médicos podem focar em ajudar as células sobreviventes a trabalharem melhor.

Se no futuro encontrarmos medicamentos precisos que estimulem esse processo de ramificação dos axônios, poderemos acelerar muito a recuperação hospitalar. Além disso, entender as diferenças temporais entre homens e mulheres permite criar protocolos de reabilitação muito mais eficientes, seguros e totalmente personalizados.

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O que mais a ciência está investigando sobre a plasticidade cerebral?

Os cientistas agora procuram mapear as proteínas exatas e os comandos genéticos que ativam esse crescimento dos ramos celulares após uma lesão primária. O grande foco da neurociência hoje é descobrir como ligar esse botão biológico de autocura rapidamente, antes que as perdas se tornem absolutamente definitivas para o paciente.

O nosso corpo é uma máquina brilhante e cheia de recursos inesperados para manter a vida sempre funcionando. Acompanhar os grandes avanços biológicos é a melhor forma de entendermos os incríveis mecanismos de segurança que carregamos dentro de nós diariamente.

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