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Sabor, nutrição e tradição: os segredos da chicória

Chicória: benefícios à saúde, fibras, vitaminas e antioxidantes, sabor amargo versátil na cozinha e raiz torrada como “café” sem cafeína...

Giro 10

Giro 10|Do R7

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A chicória tem ganhado espaço na mesa de quem se interessa por alimentação saudável e por tendências gastronômicas. Com sabor levemente amargo e aroma marcante, ela é usada tanto em saladas quanto em pratos quentes, além de ter uma raiz que, quando torrada e moída, pode substituir o café tradicional. Esse vegetal reúne fibras, vitaminas e compostos antioxidantes que ajudam a explicar seu lugar de destaque em dietas equilibradas.

Embora seja conhecida por seu gosto amargo, a chicória apresenta uma combinação de nutrientes que a torna um alimento de interesse para a saúde intestinal, o controle de peso e o equilíbrio metabólico. Em diferentes regiões do Brasil, aparece sob diversos formatos: folhas verdes soltas, cabeças mais compactas e até misturada em blends de café com chicória para reduzir o consumo de cafeína. Cada parte da planta cumpre um papel específico na nutrição e no paladar.


Chicória: propriedades nutricionais que merecem atenção

A chicória está associada a um conjunto de nutrientes importantes para o organismo. As folhas são ricas em fibras alimentares, principalmente fibras solúveis, que ajudam a dar sensação de saciedade e a regular o funcionamento do intestino. Em geral, 100 gramas de chicória crua oferecem baixo teor calórico e quantidade relevante de fibras, o que contribui para planos alimentares voltados ao emagrecimento e à saúde digestiva.


Além das fibras, a chicória contém vitamina A sob a forma de betacaroteno, importante para a visão, a integridade da pele e das mucosas. Fornece também vitaminas do complexo B, vitamina K e minerais como cálcio, potássio, fósforo e magnésio. Outro destaque são os antioxidantes, entre eles flavonoides e compostos fenólicos, que auxiliam no combate ao estresse oxidativo ligado ao envelhecimento celular e a diversas doenças crônicas. Essa combinação nutricional coloca a chicória ao lado de outros vegetais folhosos de alto valor biológico.

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Como a chicória contribui para o bem-estar do organismo?


O consumo regular de chicória pode influenciar diferentes aspectos da saúde de forma integrada. Suas fibras, por exemplo, ajudam na formação do bolo fecal e favorecem a regularidade intestinal, fator frequentemente associado à sensação de bem-estar geral. Algumas variedades de chicória concentram inulina, um tipo de fibra com ação prebiótica, que serve de alimento para bactérias benéficas do intestino, apoiando o equilíbrio da microbiota.

Os antioxidantes presentes na chicória atuam reduzindo a ação de radicais livres, o que está ligado à proteção das células do corpo. A presença de potássio contribui para o equilíbrio da pressão arterial, enquanto a vitamina K participa de processos de coagulação e manutenção óssea. Em um contexto de alimentação equilibrada, a chicória pode ser incluída como parte de estratégias de prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, sem efeito milagroso isolado, mas como um item complementar importante.


Entre os possíveis benefícios à saúde frequentemente associados à chicória, destacam-se:

  • Saúde intestinal: apoio à flora intestinal e à regularidade do trânsito;
  • Saciedade: contribuição das fibras para controle do apetite;
  • Metabolismo da glicose: participação das fibras na resposta glicêmica das refeições;
  • Proteção celular: presença de vitaminas e antioxidantes;
  • Suporte ósseo: minerais e vitamina K aliados à saúde dos ossos.

Por que o sabor amargo da chicória agrada tantos cozinheiros?

O sabor levemente amargo da chicória é resultado de compostos naturais específicos da planta. Na cozinha profissional e doméstica, esse amargor é visto como um contraponto interessante em pratos que levam ingredientes mais gordurosos ou adocicados. Em saladas, costuma ser combinada com frutas cítricas, molhos à base de mel e mostarda, que equilibram o sabor. Em pratos quentes, entra salteada, grelhada ou assada, muitas vezes com azeite, alho e ervas.

Chefs e cozinheiros utilizam a chicória amarga em criações que exploram contrastes. Em menus contemporâneos, é comum encontrar folhas de chicória como cama para carnes, peixes ou queijos curados. Em preparações italianas e francesas, parentes próximas como radicchio e endívia são usadas em risotos, gratinados e entradas. A versatilidade da chicória se expressa na possibilidade de consumir as folhas cruas, levemente cozidas ou até fermentadas em algumas receitas.

Entre as formas de uso culinário da chicória, destacam-se:

  1. Saladas cruas com frutas cítricas, nozes e queijos;
  2. Refogados rápidos com alho, azeite e pimenta;
  3. Inserção em sopas e caldos para agregar amargor delicado;
  4. Folhas grelhadas acompanhadas de molhos cremosos ou vinagretes;
  5. Uso em sanduíches e wraps como alternativa a outras folhas verdes.

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Raiz de chicória no lugar do café: tradição, sabor e história

Além das folhas, a raiz de chicória ocupa um capítulo à parte. Quando torrada e moída, ela gera uma bebida de sabor terroso e aroma intenso, conhecida como “café de chicória”. Diferentemente do café comum, essa infusão é isenta de cafeína, o que a torna opção para pessoas que precisam ou desejam reduzir o consumo dessa substância, seja por motivos de sono, pressão arterial ou sensibilidade individual.

Historicamente, a raiz de chicória passou a ser usada como substituto do café em períodos de escassez ou encarecimento do grão, especialmente na Europa entre os séculos XVIII e XIX. Mais tarde, em diferentes países, como França, Alemanha e até no Brasil, a mistura de café com chicória ganhou espaço tanto por questões econômicas quanto por preferência sensorial. O acréscimo da raiz torrada confere corpo e amargor característicos à bebida, mesmo quando a proporção de café é menor.

Hoje, o “café de chicória” reaparece ligado a tendências de alimentação saudável e de consumo consciente, muitas vezes associado a produtos orgânicos e a alternativas ao café tradicional. A preparação é simples: a raiz torrada e moída é infundida em água quente, da mesma forma que o café filtrado. Alguns fabricantes combinam chicória com outros ingredientes, como cevada e centeio, criando misturas solúveis ou para coar, voltadas a quem busca reduzir a cafeína sem abrir mão do hábito de uma bebida quente aromática.

Entre os pontos que costumam ser citados a respeito da raiz de chicória estão:

  • Ausência de cafeína: alternativa para consumo noturno ou para pessoas sensíveis;
  • Sabor marcante: notas terrosas e amargas que lembram o café, mas com identidade própria;
  • Relevância histórica: uso em guerras, crises econômicas e períodos de racionamento;
  • Integração em tendências atuais: presença em cafeterias especializadas e empórios naturais.

Combinando valor nutricional, versatilidade culinária e uma longa trajetória de uso da raiz torrada como substituto do café, a chicória se mantém atual em 2026. Seja na salada, no prato quente ou na xícara, esse vegetal continua a atrair a atenção de quem busca unir saúde, história e sabor em uma única escolha alimentar.

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