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Saúde em alerta: como diferenciar gripe comum da influenza

Em períodos de mudança de temperatura e maior circulação de vírus respiratórios, muitas pessoas confundem gripe comum com influenza...

Giro 10

Giro 10|Do R7

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Em períodos de mudança de temperatura e maior circulação de vírus respiratórios, muitas pessoas confundem gripe comum com influenza. À primeira vista, os sinais parecem semelhantes. No entanto, a origem, a intensidade dos sintomas e o risco de complicações apresentam diferenças importantes. Assim, entender essas diferenças orienta melhor a procura por atendimento adequado e a adoção de medidas de prevenção mais eficientes.

A gripe comum costuma se associar a quadros mais leves de infecção respiratória. Já a influenza se relaciona diretamente a um vírus específico, o influenza, conhecido por provocar sintomas mais intensos e, em alguns casos, quadros graves. Portanto, essa distinção se torna fundamental, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.


O que é gripe comum e o que é influenza?

A chamada gripe comum corresponde, na prática, a um conjunto de infecções respiratórias causadas por diferentes vírus, como rinovírus e adenovírus. Em geral, esses agentes atingem principalmente o nariz e a garganta, com manifestação mais localizada nas vias aéreas superiores. Desse modo, o quadro provoca desconforto, mas costuma apresentar evolução limitada e recuperação rápida.


Já a influenza resulta de uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, com tipos mais conhecidos como influenza A e B. Esse agente viral apresenta maior capacidade de provocar febre alta, mal-estar intenso e comprometimento mais amplo do organismo. Além disso, muitos surtos sazonais surgem a partir desse vírus e, em alguns anos, ocorrem epidemias mais abrangentes. Por isso, autoridades de saúde mantêm monitoramento constante.

Embora ambos os quadros recebam o nome popular de “gripe”, os profissionais de saúde tratam a influenza como uma doença específica. Desse modo, o sistema de vigilância utiliza protocolos próprios de prevenção e tratamento. Isso inclui, por exemplo, campanha anual de vacinação voltada a públicos prioritários.


gripe Giro 10

Quais são as principais diferenças de sintomas entre gripe comum e influenza?

Na gripe comum, os sintomas surgem de forma gradual e, na maioria dos casos, se mantêm mais leves. Entre as manifestações mais frequentes, destacam-se:


  • Coriza e nariz entupido;
  • Espirros repetidos;
  • Dor de garganta moderada;
  • Tosse leve a moderada;
  • Mal-estar discreto, em geral sem grande impacto nas atividades diárias.

Na influenza, o quadro costuma começar de maneira mais abrupta. Em poucas horas, a pessoa pode apresentar:

  • Febre alta, geralmente acima de 38°C;
  • Dores intensas no corpo e nas articulações;
  • Calafrios e sensação de cansaço extremo;
  • Dor de cabeça forte;
  • Tosse seca e persistente, que pode evoluir;
  • Desânimo acentuado, com dificuldade para realizar atividades cotidianas.

Portanto, a intensidade dos sinais representa um dos pontos que mais diferencia a gripe comum da influenza. Enquanto a primeira costuma incomodar sem impedir completamente a rotina, a segunda geralmente obriga ao repouso, devido ao impacto maior no bem-estar geral. Além disso, a influenza com frequência derruba o apetite e aumenta a sensibilidade à luz, o que amplia ainda mais o desconforto.

Quais complicações e grupos de risco merecem mais atenção?

A gripe comum, na maior parte das vezes, evolui sem grandes problemas. Porém, em algumas situações, o quadro abre espaço para infecções bacterianas secundárias, como sinusite e otite, especialmente em crianças. Já na influenza, o risco de complicações cresce de forma mais evidente, com possibilidade de:

  • Pneumonia viral ou bacteriana;
  • Agravamento de doenças pulmonares pré-existentes, como asma e DPOC;
  • Descompensação de condições crônicas, como diabetes e cardiopatias;
  • Quadros respiratórios graves que exigem internação.

Alguns grupos apresentam maior risco tanto para a influenza quanto para outras formas de gripe, devido à menor capacidade de resposta do organismo ou à presença de doenças de base. Entre eles, destacam-se:

  1. Idosos, em especial acima de 60 anos;
  2. Crianças pequenas, principalmente menores de 5 anos;
  3. Gestantes e puérperas;
  4. Pessoas com doenças crônicas, como problemas cardíacos, pulmonares, renais, diabetes ou obesidade;
  5. Imunossuprimidos, incluindo pacientes em tratamento oncológico ou uso de medicamentos que reduzem a imunidade.

Nesses grupos, episódios de influenza e de gripe mais intensa exigem acompanhamento mais próximo, pois a evolução desfavorável pode ocorrer em menos tempo. Além disso, esses pacientes apresentam maior chance de precisar de suporte em unidade de terapia intensiva. Por isso, familiares e cuidadores devem observar cuidadosamente qualquer sinal de piora.

Como prevenir gripe comum e influenza no dia a dia?

A prevenção da influenza e da gripe comum se apoia em duas frentes principais: vacinação e hábitos de higiene. No caso da influenza, a vacina anual representa uma das medidas mais reforçadas pelos sistemas de saúde, pois especialistas atualizam sua composição periodicamente para acompanhar as variantes mais circulantes do vírus.

Além da imunização, algumas atitudes cotidianas ajudam a reduzir o contágio de vírus respiratórios. Entre essas medidas, destacam-se:

  • Lavar as mãos com água e sabão com frequência;
  • Usar álcool em gel quando não houver pia por perto;
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização prévia das mãos;
  • Manter ambientes ventilados, abrindo janelas sempre que possível;
  • Cobrir boca e nariz com o antebraço ou lenço ao tossir ou espirrar;
  • Evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres;
  • Reduzir a permanência em locais muito fechados e aglomerados em períodos de maior circulação viral.

Esses cuidados não eliminam totalmente o risco, mas diminuem de forma significativa a transmissão da influenza e de outras viroses respiratórias, protegendo principalmente pessoas mais vulneráveis. Além disso, manter boa hidratação, sono adequado e alimentação equilibrada fortalece o sistema imunológico. Como resultado, o organismo reage melhor tanto à gripe comum quanto à influenza.

Quando é o momento de procurar atendimento médico?

Na maioria dos quadros de gripe comum, o repouso, a hidratação adequada e o uso de medicamentos sintomáticos orientados por profissional de saúde costumam bastar. Entretanto, alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica mais rápida, tanto na influenza quanto em outros tipos de gripe.

Entre os principais sinais de alerta, destacam-se:

  • Dificuldade para respirar ou falta de ar;
  • Dor ou pressão persistente no peito;
  • Febre alta que não melhora com o passar dos dias ou que retorna após aparente melhora;
  • Confusão mental, sonolência excessiva ou dificuldade de despertar;
  • Lábios ou rosto com coloração arroxeada;
  • Piora súbita dos sintomas em pessoas com doenças crônicas.

Crianças pequenas, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades devem procurar orientação médica assim que surgirem sintomas intensos de influenza ou sinais que fogem do padrão de uma gripe leve. Em situação de dúvida, a avaliação profissional define com mais segurança se a pessoa precisa de exame específico, acompanhamento mais próximo ou, em casos selecionados, uso de antivirais indicados para a infecção por influenza.

Ao reconhecer as diferenças entre gripe comum e influenza, a população ganha mais ferramentas para cuidar da própria saúde. Assim, as pessoas seguem o calendário de vacinação, adotam bons hábitos de higiene e buscam ajuda especializada nos momentos oportunos. Dessa forma, evitam complicações e reduzem o impacto das doenças respiratórias no cotidiano.

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