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‘Foi uma lição’, diz especialista sobre tragédia histórica com Césio-137 em Goiânia

Desastre radioativo ocorrido na cidade em 1987 deixou quatro mortos e afetou a saúde de centenas de sobreviventes

Goiás|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acidente com césio-137 em Goiânia, em 1987, resultou em quatro mortes e contaminação de centenas de pessoas.
  • Dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado e dispersaram a substância radioativa.
  • A professora Elisabeth Mateus destaca que a tragédia gerou lições importantes e melhorou a fiscalização e regulamentação sobre o uso de materiais radioativos.
  • A contaminação pelo césio pode causar danos internos ao organismo, especialmente se o material for ingerido ou entrar em contato direto.

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O lançamento de uma série sobre o acidente com Césio-137, que ocorreu em Goiânia em 1987, reacendeu a discussão sobre os perigos de materiais radioativos. Na época, dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado e, sem saber do que se tratava, espalharam a substância entre familiares e vizinhos. A contaminação resultou em quatro mortes e afetou a saúde de centenas de pessoas.

Em entrevista ao Jornal da Record News, a professora Elisabeth Mateus Yoshimura, especialista em radiação do Instituto de Física da USP, explicou que o Césio-137 é um elemento químico com isótopos artificiais produzidos em reações nucleares, que emite radiação capaz de provocar danos imediatos e no longo prazo.


Grupo de pessoas veste macacões de proteção completos, com luvas e máscaras, manipulando grandes contêineres amarelos. O cenário é externo, com solo de terra e destroços ao fundo, sugerindo operação de limpeza ou manuseio de materiais perigosos.
Contaminação ocorre quando há contato direto ou indireto com o material radioativo Reprodução/Record News

Segundo ela, apesar das tragédias decorrentes deste acidente histórico no Brasil, medidas rigorosas foram implementadas para aumentar a segurança no uso do Césio-137: “Foi uma lição, infelizmente, com vítimas, mas uma lição muito grande para todas as autoridades regulatórias. A gente tem leis muito boas, a fiscalização tem melhorado, a gente teve, no ano passado, a Agência Nacional de Regulação de Uso de Radiação, tanto para o Césio quanto para outros materiais radiativos”.

As regulamentações mais rígidas também buscam prevenir ocorrências semelhantes no futuro. “A gente não teve nada semelhante porque foi uma sequência de fatos que chegou nesse nível de perigo, de risco, e que não aconteceu mais, e a legislação atualmente está muito mais exigente, há mais fiscalização”, comenta.


A contaminação por Césio-137 ocorre quando há contato direto ou indireto com o material radioativo. No corpo humano, ele se comporta de forma parecida com o potássio, acumulando-se nos músculos e podendo causar danos aos tecidos internos devido à radiação emitida. “Se tivesse mantido dentro da cápsula, se ela não tivesse sido rompida, seria simplesmente uma irradiação externa”, diz.

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