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‘A Europa está assustada’, diz especialista após Macron subir o tom contra Trump

Presidente francês disse que a Europa deve se preparar para mais momentos de hostilidades dos EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Macron alerta que a Europa deve estar pronta para hostilidades contínuas dos EUA.
  • O presidente francês critica Trump por ser anti-europeu e buscar o desmembramento da União Europeia.
  • Lier Ferreira destaca que os EUA visam maximizar seus interesses hegemônicos sobre os parceiros europeus.
  • A Europa enfrenta preocupações com o crescimento da China e busca políticas protecionistas.

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O presidente da França fez um alerta sobre o governo norte-americano. Segundo Emmanuel Macron, a Europa deve se preparar para mais momentos de hostilidades dos Estados Unidos, já que as ameaças comerciais e intimidações do país não terminaram. O líder francês afirmou que a União Europeia não deve confundir uma trégua nas tensões com Washington com uma mudança duradoura.

Em entrevista, Macron ainda disse: “Quando há um ato claro de agressão, não devemos nos dobrar nem tentar chegar a um acordo. Testamos essa estratégia durante meses e ela não dá resultados, mas, sobretudo, leva estrategicamente a Europa a aumentar a dependência”.


Emmanuel Macron veste terno escuro e fala ao microfone em um púlpito, com bandeiras e um brasão dourado ao fundo
Macron acusou Trump de estar buscando o desmembramento da União Europeia Reprodução/Record News

O presidente acusou Donald Trump de ser abertamente anti-europeu, e estar buscando o desmembramento da União Europeia. Macron também pediu proteção da indústria europeia, visando impulsionar a competitividade do bloco e fortalecendo a capacidade de enfrentar a China e os EUA.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (10), Lier Ferreira, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), evidencia que os EUA não têm interesse no fortalecimento da União Europeia, porque a negociação bilateral com cada um dos países europeus separadamente aumentaria a vantagem relativa dos norte-americanos em face desses mesmos países, levando com que Washington crescesse ainda mais em relação aos parceiros na Europa.


Segundo o pesquisador, “ele [Trump] é necessariamente pró-Estados Unidos e o que ele busca, na verdade, é maximizar sempre o poder hegemônico e os interesses estratégicos dos Estados Unidos sobre qualquer um dos seus parceiros, inclusive os tradicionais parceiros europeus”.

Ferreira destaca que o crescimento da China e a estabilidade crescente dos Estados Unidos preocupam a Europa. Para ele, “a Europa está assustada, a França está assustada, e eles sabem que devem contar com políticas protecionistas, mas não veem as condições objetivas de fazê-lo”.

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