‘A gente não tem nenhuma salvaguarda’, alerta professor sobre o Mercosul em acordo com UE
Parlamento Europeu aprova novas cláusulas do acordo que protegem produtores locais
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Com as novas regras do acordo Mercosul-UE aprovadas pelo Parlamento Europeu, aumentos repentinos nas tarifas de importação de mercadorias sul-americanas tornam-se uma realidade. As medidas servem para proteger os agricultores europeus e funcionam assim: caso o preço da carne bovina na América do Sul fique 5% menor do que aquele encontrado na Europa, o continente pode aumentar a tarifa ou até mesmo suspender a compra.
Resta agora a proposta ser avaliada pelo Conselho da União Europeia e pelo Congresso do Brasil, que adiou a votação para depois do Carnaval. Na visão de Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, as alterações no acordo não eram previstas e visam somente a proteção da economia europeia. Enquanto isso, o lado do Mercosul segue indefeso e sem cláusulas que serviriam de salvaguardas.
“Como faremos para proteger a economia do Brasil e dos países do Mercosul quando produtos tecnológicos europeus entrarem em nossos países? Não temos nenhuma proteção e isso nem é discutido no momento”, criticou o especialista no Conexão Record News desta quarta (11).
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