‘A Inglaterra hoje parece uma Guiana norte-americana’, opina especialista
Keir Starmer falou com Donald Trump por telefone na noite desta terça (17)
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O primeiro-ministro britânico conversou por telefone com Donald Trump nesta terça-feira (17). Segundo um porta-voz do governo, os líderes falaram sobre as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, além das conversas entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear.
Eles concordaram que o Irã jamais deve ser capaz de desenvolver uma arma nuclear e reiteraram a necessidade da colaboração entre aliados para aprimorar a segurança regional. Keir Starmer também discutiu a situação na Faixa de Gaza e enfatizou a importância de garantir maior acesso para ajuda humanitária.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), o professor Lier Ferreira destaca a dependência britânica de Washington. “Isso mostra o quanto os Estados Unidos percebem a Europa, e mesmo a Inglaterra, que é seu principal aliado no território europeu, como uma região e como um país de sua menor importância”, explica. Segundo ele, isso reflete a “fragilidade política dos europeus”.
“A Inglaterra até meados do século passado era a maior, se não uma das maiores potências do mundo contemporâneo. E hoje ela parece, entre aspas, uma Guiana norte-americana, ou seja, um país completamente dependente dos Estados Unidos. O seu primeiro ministro, que é o seu principal líder político, Sir Keir Starmer, deu para conversar com Donald Trump por telefone. Não foi sequer uma conversa presencial. Isso mostra o quanto os Estados Unidos percebem hoje a Europa e mesmo a Inglaterra, que é o seu principal aliado no território europeu, como um país de sua menor importância, como uma região e como um país de sua menor importância”, afirma.
Ferreira aponta a importância de Trump pressionar Starmer a flexibilizar as pretensões europeias no contexto entre Rússia e Ucrânia, para que a paz seja alcançada o mais rápido possível. “Esses desdobramentos, como a questão do Irã, como a questão de Gaza, mostram o quanto o mundo vive diferentes pontos de conflito e tensão que podem explodir”, diz.
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