Ação dos EUA de apreender petroleiro venezuelano arrisca escalada com a Rússia, diz analista
Navio-tanque com bandeira russa foi embarcado por forças norte-americanas nesta quarta (7)
Internacional|Da Reuters
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A apreensão e o embarque do petroleiro com bandeira russa “Marinera”, originalmente conhecido como Bella-1, pelos Estados Unidos deve “aumentar as tensões com a Rússia e arriscar escalada”, alerta Gonzalo Saiz Erausquin, especialista em sanções. Erausquin, do Royal United Services Institute, disse que “o desligamento e o embarque do navio-tanque Marinera após ele ter obtido a bandeira russa é um exemplo revelador” da linha dura de Washington na aplicação de sanções à Venezuela.
Saiz pontuou que a Rússia “se arriscou ao sair das sombras” ao registrar quase 20 navios de frota sombra, aumentando sua exposição legal e ambiental se “esses baldes de ferrugem flutuantes” provocarem vazamentos. Apesar disso, disse ele, “os Estados Unidos não foram dissuadidos” e seguiram com a operação.
Os Estados Unidos apreenderam dois petroleiros ligados à Venezuela no Oceano Atlântico nesta quarta como parte da ofensiva agressiva do presidente Donald Trump em ditar o fluxo de petróleo nas Américas e forçar o governo socialista da Venezuela a se tornar um aliado.
Após capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro numa incursão militar no sábado (3) em Caracas, os Estados Unidos escalaram o bloqueio de embarcações sob sanções que saem ou chegam do país sul-americano, membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). A Casa Branca também disse planejar suspender algumas das sanções que Trump atribuiu ao petróleo venezuelano em 2019, durante seu primeiro mandato.
Uma busca de semanas pelo Atlântico terminou na manhã desta quarta quando a Guarda Costeira e as Forças Especiais dos Estados Unidos, portando um mandado de apreensão judicial, apreenderam o navio-tanque de petróleo bruto Marinera, que havia se recusado a ser embarcado no mês passado antes de trocar para a bandeira russa, disseram oficiais.
O Marinera, originalmente conhecido como Bella-1, estava vazio de petróleo, mas os Estados Unidos dizem que ele e o M Sophia pertencem a uma “frota sombra” de navios tanques usados para transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã.
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