Acordo de livre comércio entre Mercosul e UE encontra resistência da França
Se for aceito, tratado irá trazer consequências muito positivas para o Brasil, segundo especialista
Internacional|Do R7
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A França acredita que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia não é suficiente para proteger os agricultores franceses e que também não atende às exigências do país. Por isso, o presidente francês pediu à presidente da Comissão Europeia que adiasse a análise da proposta. No entanto, a Comissão respondeu que o calendário será mantido, rejeitou o pedido de Emmanuel Macron e afirmou que o texto deve ser assinado no final de semana. O motivo do político e outros líderes europeus estarem contra o acordo é porque ele favorece o Mercosul.
As exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e outras bebidas alcoólicas seriam beneficiadas, porém a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos seria facilitada. Bruno Pasquarelli, doutor em ciência política e professor da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) lembra que o acordo tem uma importância não só econômica, mas também geopolítica e que ele é discutido há “mais de 20 anos”. Ele comentou sobre a posição europeia em entrevista ao Conexão Record News desta segunda (15). “A UE, como um todo, não é coesa no sentido de uma total defesa do acordo ou uma total rejeição. Nós temos a França e a Polônia que são contrárias e temos outros países como a Espanha, a Alemanha, que são extremamente favoráveis ao acordo.”
Pasquarelli explica que o motivo da divisão se dá pelas consequências geradas com o domínio crescente da China no mercado e das tarifas impostas por Donald Trump nos países do continente. “Esse acordo chega para tentar solucionar essas equações.” afirma o professor e adiciona que a França negar o acordo não faz com que ele deixe de ser aprovado. “O tratado precisa de maioria qualificada entre os membros da Comissão Europeia, e ele precisa também de pelo menos 50% dos votos do Parlamento Europeu. [...] ao que tudo indica, ele será aprovado pelo menos nessa primeira fase que é na Comissão Europeia.”
Caso ele seja de fato aceito, em 2026 ocorrerá uma nova votação organizada no Parlamento Europeu. Para também ser aprovado, o pacto precisa de pelo menos 361 votos dos 760 disponíveis. Pasquarelli também está otimista com os resultados do próximo ano e acredita que a validação do tratado trará consequências muito positivas para o Brasil e para a América do Sul.
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