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Acordo Mercosul-UE, Venezuela, Irã e Groenlândia: professor analisa a semana na geopolítica

Alexandre Uehara analisou principais fatos do noticiário internacional no programa ‘Hora News’ desta sexta-feira (16); assista

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Professor Alexandre Uehara discute os desafios e conquistas globais em 2026.
  • Destaca a importância de um acordo de cooperação entre a União Europeia e Brasil, mas ressalta que mudanças não serão imediatas.
  • Comenta sobre a fragilidade do governo do Irã e como isso afeta sua imagem internacional.
  • Sinaliza uma difícil situação para a democracia nos Estados Unidos e os impactos nas relações internacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em entrevista ao Hora News desta sexta-feira (16), Alexandre Uehara, coordenador do curso de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), analisou os principais fatos que marcaram o noticiário internacional.

Neste sábado (17), Mercosul e União Europeia assinam no Paraguai o acordo que vai criar um dos maiores blocos econômicos do mundo. Maria Corína Machado se encontra com Donald Trump e entrega simbolicamente o Nobel da Paz ao presidente americano. Tropas europeias chegam à Groenlândia em meio às ameaças de Trump. E ainda: Irã cancela execuções de manifestantes.


Acordo entre Mercosul e União Europeia

O especialista argumentou sobre o avanço das relações diplomáticas entre os blocos após mais de 20 anos, e sinalizou como um acordo de cooperação internacional pode representar um “futuro alvissareiro” em meio a um momento repleto de conflitos no mundo.

“A gente sabe que neste momento, o que precisaríamos ter seria uma maioria bem confortável, em relação a população da União Europeia aprovando esse acordo”, disse o docente.


Uehara ainda enfatizou que por mais que o Brasil tenha conquistado a parceria comercial com a União Europeia, nenhuma mudança vai acontecer de imediato: “Existe um processo de redução, que chama desgravação beneficiando alguns setores [...]. Existe todo um pensamento que foi formulado em relação a esse processo de redução de tarifas para que haja uma intensificação do comércio, mas com impactos que sejam controlados em ambos os blocos”.

Nesta sexta (16), o presidente Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se encontraram no Rio de Janeiro e celebraram a assinatura do acordo, marcada para o dia seguinte no Paraguai.


Venezuela

Na quinta-feira (15), María Corina Machado, líder opositora da Venezuela, se encontrou com Donald Trump e, em um aceno ao presidente norte-americano, entregou uma medalha do Prêmio Nobel da Paz a ele.

“Ela [María Corina] está no papel dela, né? Ela tem que fazer esse papel de aproximação com os Estados Unidos [...] Mas na verdade pouca coisa mudou, em relação ao governo da Venezuela”.


O especialista explicou que as ações de María Corina são, na verdade, uma tentativa de abrir um espaço e ganhar força frente ao presidente Donald Trump. Porém, ele pontuou que Trump não tem sinalizado uma preocupação de realizar eleições democráticas no país sul-americano.

Groenlândia

Em meio ao desejo de Donald Trump de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos, tropas europeias já comunicaram que estão enviando navios para a ilha. Trump disse que isso não o intimida.

“Neste momento, novamente os Estados Unidos, ao ameaçar tomar a Groenlândia, colocam não apenas a Groenlândia em xeque, mas a própria existência da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) [...] Veja que assim, não é uma questão simples”.

O especialista ressaltou que tem sido difícil localizar os direitos internacionais nos atuais conflitos do mundo.

“Os Estados Unidos que era, e que foi por muito tempo o ícone da democracia, um modelo a ser seguido [...] Neste momento está deixando de ser ou está perdendo sua força, por que a gente percebe que para a democracia, o respeito as leis é importante”.

Irã

Ameaçado pelos EUA, o regime dos aiatolás no Irã voltou atrás e decidiu não mais promover uma execução de manifestantes.

“A gente percebe que o governo do Irã tem um posição bastante fragilizada [...] E temos que pensar que essa fragilidade não se dá apenas por questões internas, por toda insatisfação que a população tem, mas quando olhamos por um âmbito internacional, há uma pressão muito forte também”.

Alexandre Uehara argumentou que o Irã, ao retroceder na decisão de execução dos manifestantes, busca suavizar sua imagem para o povo, amenizar as pressões internacionais e tentar manter o poder atual dos aiatolás.

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