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Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor provisoriamente a partir de março, diz diplomata

Implementação provisória acontecerá quando primeiro país sul-americano ratificar acordo, disse um diplomata da UE

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul pode entrar em vigor provisoriamente em março.
  • Parlamentares da UE contestaram o acordo, levando-o ao Tribunal de Justiça Europeu, o que pode atrasá-lo em dois anos.
  • O Paraguai deve ser o primeiro país do Mercosul a ratificar o acordo.
  • Críticos temem que o acordo aumente as importações prejudicando produtores locais, especialmente na França.

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Críticos afirmam que acordo prejudicará produtores locais, que protestam Yves Herman/Reuters - 20.01.2026

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul provavelmente será aplicado em caráter provisório em março, disse um diplomata da UE à Reuters nesta quinta-feira (22), apesar de uma contestação iminente no tribunal superior do bloco.

Parlamentares da UE desferiram um golpe no controverso acordo comercial com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai nessa quarta-feira (21), remetendo-o ao Tribunal de Justiça Europeu, o que pode atrasá-lo em dois anos.


“O acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar”, disse um diplomata da UE à Reuters.

“Provavelmente será o Paraguai em março”, acrescentou o diplomata.


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A UE assinou seu maior pacto comercial de todos os tempos com os membros do Mercosul após 25 anos de negociações, e o atraso causou consternação entre muitas empresas na Alemanha e para um de seus principais apoiadores, o chanceler Friedrich Merz.

Ele disse aos delegados do Fórum Econômico Mundial em Davos que lamentava a decisão do Parlamento Europeu, o que significava que outro obstáculo havia sido erguido.


“Mas tenham certeza: não seremos impedidos. O acordo do Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa a ele se quisermos ter um crescimento maior na Europa”, afirmou ele nesta quinta-feira.

Os apoiadores argumentam que o acordo é importante para compensar os negócios perdidos com as tarifas dos EUA e para reduzir a dependência da China.


Os críticos, liderados pela França, afirmam que isso aumentará as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços baixos, prejudicando os produtores nacionais.

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