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Ajudar a Ucrânia com ativos russos ameaça a Zona do Euro, diz especialista

Giovana Branco explica o comentário de Vladimir Putin sobre a decisão da União Europeia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vladimir Putin afirmou que a União Europeia enfrenta sérias ameaças ao considerar o uso de ativos russos para financiar a Ucrânia.
  • Ele alertou que a aprovação dessa medida poderia comprometer a segurança da Zona do Euro.
  • Giovana Branco, especialista em política russa, destacou que a decisão é contestada pela Bélgica, que representa o centro da UE.
  • Branco também mencionou a preocupação da Rússia em relação à sua crescente dependência da China após a saída de grandes empresas ocidentais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vladimir Putin afirmou que o bloco europeu recuou do uso de ativos russos porque enfrenta sérias ameaças. Nas palavras do presidente russo, “roubo não é o termo apropriado, se trata de um assalto e que não pode ser realizado porque as consequências para a Europa poderiam ser graves”. Putin também afirmou que o bloco perderia o status de local seguro para armazenar ativos, se aprovasse o financiamento à Ucrânia usando bens russos.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (19), Giovana Branco, doutoranda de ciência política da USP e pesquisadora de política russa, analisou o movimento: “No início, as análises se concentravam sobre como que a Hungria e outros países da União Europeia estariam barrando essa decisão. Mas agora é o centro da UE que diz não a essa decisão, que é justamente a Bélgica”, afirma.


A especialista explica que, caso a União Europeia tomasse a decisão de utilizar os ativos russos para ajudar a Ucrânia, isso colocaria em xeque a própria segurança da Zona do Euro, já que muitos países do mundo armazenam ali suas contas internacionais.

Sobre as sanções enfrentadas pelos russos durante a guerra, ela também disse que algumas grandes empresas saíram da Rússia, mas esse espaço foi preenchido por outras empresas, principalmente dos países asiáticos: “Hoje eu percebo que existe uma certa preocupação dos russos no longo prazo sobre o que essa dependência da China significa, já que não significa necessariamente o aumento da própria soberania da Rússia em termos produtivos, mas da troca de uma dependência por outra”, finaliza.

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