Análise: após ataques, Irã pode enfrentar guerra civil
Segundo especialista, Trump e Netanyahu apostam que insurreição interna leve à derrubada do regime dos aiatolás
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O conflito entre Estados Unidos/Israel e o Irã não se trata de uma “guerra convencional”, argumenta o pesquisador Lier Ferreira. “Esse é um embate entre um poder de caráter global, de altíssima tecnologia, e um país que está, de alguma forma, isolado geopolíticamente dentro da sua região”, diz em entrevista ao Conexão Record News.
O Irã é um país de língua persa e de maioria xiita, explica, enquanto seus vizinhos árabes têm maioria sunita. “Isso é uma divisão importante dentro do Islã e que de alguma forma dá ao Irã um posicionamento muito limitado e diferenciado no contexto geopolítico do Oriente Médio.” Além disso, ele continua, muitos desses países são direta ou indiretamente aliados norte-americanos.

Ao fazer um comparativo com um outro conflito atual, a guerra de quatro anos entre Rússia e Ucrânia, Ferreira destaca que a resistência ucraniana se dá, fundamentalmente, pelo apoio da Otan. “E o Irã não tem quem o apoie do ponto de vista político-militar.”
Ele acredita que nem Rússia, nem China ou mesmo a Coreia do Norte devem se envolver diretamente no embate. Para além da ofensiva dos EUA e Israel, setores importantes da própria sociedade civil iraniana questionam a legitimidade do regime dos aiatolás.
“Tanto Netanyahu quanto Donald Trump estão inclusive incentivando a insurreição interna, de parte das forças de segurança do Irã, de uma parte expressiva da população iraniana. Por isso que eu digo que esta guerra poderá continuar, se não pelo bombardeio sistemático de potências como os Estados Unidos e Israel, mas por aquilo que toda guerra tem de mais duro, que é o conflito civil.”
No terceiro dia de guerra no Oriente Médio, novas explosões israelenses atingiram a capital iraniana, Teerã, que também voltou a disparar mísseis contra Israel. Segundo o exército israelense, os sistemas de defesa aérea foram acionados para interceptar os projéteis. Com a escalada de tensões que coloca o país em alerta máximo, sirenes soaram em diversas regiões e a população foi orientada a buscar abrigo.
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