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Análise: ataques contra setor energético do Irã podem incomodar mais que a morte de Khamenei

Uriã Fancelli destaca que golpes contra áreas estratégicas, como Pars, atingem o financiamento da Guarda Revolucionária Islâmica

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos ampliam ataques à infraestrutura energética iraniana, iniciando com o campo de gás de Pars.
  • A pressão sobre o regime iraniano pode ser maior do que a morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo especialista.
  • O Irã tenta impactar economicamente países aliados dos EUA no Golfo Pérsico, mas a estratégia pode falhar a longo prazo.
  • Os ataques iranianos a instalações no Catar afetam a economia global devido à falta de reservas de gás natural.

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O governo americano afirmou que tem “truques na manga” para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar o comércio de petróleo na região. Os Estados Unidos também utilizaram, pela primeira vez, bombas capazes de perfurar os bunkers iranianos nesta quinta-feira (19).

Em entrevista ao Jornal da Record News, Uriã Fancelli, especialista em relações internacionais, afirma que os ataques à infraestrutura energética iraniana, iniciados nesta quarta-feira (18), com o campo de gás de Pars, podem causar uma pressão maior do que a morte do aiatolá Ali Khamenei.


Imagem de acervo matriz energética
Segundo o especialista, infraestrutura atacada é a que ajuda a financiar a Guarda Revolucionária Reprodução/Record News

“Eu diria até mesmo que ataques contra a infraestrutura de energia do Irã acabam tendo o potencial de incomodar ainda mais o regime do que, por exemplo, a morte do aiatolá Ali Khamenei. [...] Quando a gente fala em ataques contra infraestrutura de energia, nós estamos nos referindo ao sistema econômico que ajuda a financiar a Guarda Revolucionária Islâmica, que é hoje talvez quem tem o poder de tomar as principais decisões dentro desse regime”, afirma.

Questionado se Teerã ainda tem fôlego para sustentar a guerra contra os EUA e Israel, Fancelli explica que o país tem adotado a estratégia de pressionar os países do Golfo Pérsico aliados dos Estados Unidos, com o objetivo de impactar a economia global. Contudo, ele reitera que essa tática não deve se sustentar a longo prazo.


“Já começam a haver sinais de que talvez esse efeito tenha começado a sair pela culatra. [...] Então, é o caso, por exemplo, de alguns desses países da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes, que até então tinham focado principalmente em interceptar aqueles ataques vindos do Irã, já endurecerem um pouco o discurso e começarem também a fazer ameaças, dizendo que certas ações não vão ser toleradas, principalmente a questão dos ataques contra a infraestrutura de energia desses países”, pontua.

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O especialista acrescenta que os ataques do Irã contra uma instalação de gás natural no Catar podem gerar consequências para a economia de diversos países, já que não existem reservas globais suficientes para esse combustível.


“Fizeram esses ataques contra a infraestrutura de gás no Catar e isso acaba tendo um peso bastante importante, principalmente porque acaba também atingindo o gás natural, o liquefeito, que é algo para o qual o mundo não tem reservas, diferentemente do petróleo. A gente viu, ao longo dos últimos dias, a Agência Internacional de Energia liberando ali uma reserva de 400 milhões de barris. Agora, para gás natural, isso já não existe. Então, o impacto pode continuar a mexer no bolso do mundo inteiro, da Europa e dos países asiáticos principalmente”, diz.

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