Análise: até mesmo países aliados de Trump temem que operações não parem na Venezuela
Segundo Leonardo Trevisan, recente reunião entre líderes latino-americanos é um sinal dessa preocupação
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
A lealdade de Delcy Rodríguez passou a ser questionada pelos Estados Unidos após relatórios de Inteligência serem analisados. Autoridades americanas declararam que desejam que a líder rompa as relações com o Irã, China e Rússia, incluindo a expulsão de diplomatas dessas nações das embaixadas na Venezuela. Delcy não se manifestou sobre o plano, mas no final de semana disse estar farta das ordens de Washington e pediu pelo fim da interferência dos EUA na política do país. Segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, essa postura pode custar caro.
Em uma comissão do Senado em que explicou a operação que levou à captura de Nicolás Maduro, Rubio alertou que os EUA estão prontos para usar a força e assegurar a máxima cooperação se outros métodos falharem. Uma ameaça que “assegura uma espécie de direito, entre muitas aspas, para os Estados Unidos interferirem nas três Américas. [...] a Doutrina Donroe”, afirma o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan. O termo “Donroe” seria uma referência à Doutrina Monroe, mas agora sob a égide de Donald Trump.
Durante o Conexão Record News desta quarta (28), o entrevistado analisou que a reunião realizada no Panamá entre o presidente Lula e outros líderes latino-americanos demonstra a atenção que está sendo dada ao que acontece na Venezuela. “Todos os presidentes sabem que é muito difícil frear os Estados Unidos depois que eles começam uma medida de intervenção. Isso preocupa a todos. Não duvido que até mesmo presidentes aliados de Trump, como Javier Milei, estão preocupados. Porque a política de intervenção, de dar ordens na terra dos outros, pode não parar na Venezuela”, ele conclui.
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