Análise: bloqueios de Trump vão sufocar Cuba, mas ditadura já deixou o povo na miséria
Ricardo Cabral avalia nova medida imposta por Donald Trump durante evento
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente dos Estados Unidos declarou estado de emergência nacional contra Cuba durante um evento ao lado da primeira-dama Melania Trump. Donald Trump ainda disse que Cuba não será capaz de sobreviver à decisão, que prevê tarifas ainda sem valores divulgados contra países que venderem ou fornecerem petróleo ao país. O governo norte-americano acusa o regime cubano de apoiar organizações terroristas internacionais. Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou Trump de tentar sufocar a economia da ilha.
Segundo a análise do especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral no Conexão Record News desta sexta (30), a medida agravará ainda mais a situação da ilha: “O bloqueio ao combustível dificultará ainda mais a vida do povo cubano. Mas a ditadura que se mantém desde 59 fez com que o povo já não tenha mais nada”. Na opinião dele, o governo precisa se abrir mais para iniciativas privadas para poder garantir a sobrevivência da população.

“Nos últimos anos os Estados Unidos tentaram algumas vezes chegar a um acordo. O Barack Obama fez contato e o governo Biden também. Eram acordos que ofereciam a suspensão de sanções em troca da liberalização do regime, mas nada disso foi cumprido”, avalia Cabral.
Ele aponta que o regime cubano se sustenta hoje graças à ajuda de outros países, como a Venezuela, Colômbia, Espanha, México e o Brasil. Alimentos e combustíveis são enviados para a nação, mas o especialista afirma que “a elite se apropria desses envios enquanto a população sofre”.
A situação da ilha, segundo Cabral, é alarmante: “O próprio Díaz-Canel disse que o regime não tem conseguido fornecer as proteínas necessárias, água, emprego ou condições de vida satisfatórias para o povo”.
O entrevistado questiona a autoridade de Trump ao tomar uma decisão tão importante sem possuir autorização do Congresso. Além disso, ele não entende o que a ameaça do presidente significa a longo prazo: “Vão invadir a ilha? O que eles irão fazer? Ainda há uma certa dúvida [...] o país precisa se abrir e fazer uma transição, como a da Venezuela, para permitir que a população respire e tenha direito de comer e encontrar emprego”.
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