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Análise: com acordo comercial, EUA dá recado claro à China de que defenderá Taiwan

Relevância estratégica do país asiático depende de indústria de chips e da disputa de influência entre Washington e Pequim, segundo Ricardo Cabral

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acordo comercial entre EUA e Taiwan impõe uma tarifa de 15% sobre importações de Taiwan.
  • Taiwan compromete-se a aumentar a compra de produtos dos EUA até 2029, mas mantém sua indústrias de chips.
  • Ricardo Cabral afirma que a medida é um sinal de defesa de Taiwan contra a China, com apoio militar americano.
  • O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping pode trazer Taiwan como um tema central de discussão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Taiwan sabe que, se transferisse a sua indústria de chips para os Estados Unidos, perderia sua relevância estratégica. Para o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, em entrevista ao Conexão Record News, é por isso que o acordo comercial assinado entre os países não avançou mais na pauta.

O documento divulgado nesta quinta-feira (12) determina uma tarifa de 15% sobre todas as importações do país asiático e elimina ou reduz as taxas sobre quase todos os produtos norte-americanos. Taiwan ainda fica comprometido a aumentar a compra de itens dos EUA até 2029.


De acordo com o presidente de Taiwan, o acordo vai otimizar a estrutura econômica entre os dois países e construir cadeias de suprimentos industriais confiáveis. “Os americanos estão fornecendo mísseis de médio alcance com capacidade de atingir a China”, afirma Cabral, lembrando que o Japão, com Sanae Takaichi, está fazendo o mesmo. “Isso é um recado claro para os chineses dizendo o seguinte: olha, nós vamos defender Taiwan.”

Segundo o especialista, o posicionamento coloca mais uma peça no jogo de negociação durante o encontro de Donald Trump e Xi Jinping, que deve acontecer no próximo mês. “Não sabemos se Taiwan está no menu ou se está na mesa como o ponto de discórdia, se ela vai ser transacionada entre os americanos. Taiwan, Japão e Coreia estarão como os assuntos principais, além, claro, da pauta comercial. Temos que conferir as próximas semanas”, conclui.

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