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Análise: conflito entre Rússia e Ucrânia não terminará ‘se os dois lados não abrirem mão’

Ministros ucranianos concordaram em reforçar capacidades de defesa aérea para neutralizar possíveis novos ataques russos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros da Ucrânia decidiram aumentar a defesa aérea em Kiev para evitar novos ataques russos.
  • Recentes bombardeios russos danificaram a infraestrutura energética, deixando população sem aquecimento.
  • O Reino Unido destinou £150 milhões para reforçar as capacidades defensivas da Ucrânia.
  • Conflito persiste devido a desentendimentos territoriais, sem perspectivas claras de resolução se ambas as partes não cederem.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministros do governo da Ucrânia concordaram em reforçar as capacidades de defesa aérea ao redor da capital Kiev. O objetivo é neutralizar possíveis novos ataques russos contra a infraestrutura energética. Uma sequência recente de bombardeios russos causou estragos nas redes de aquecimento e energia, deixando milhares de pessoas no frio e escuro em pleno inverno. Os ministros informaram que a restauração das empresas atingidas também está em andamento.

Nesse contexto de reforçar as capacidades ucranianas, o ministro britânico da Defesa afirmou que o Reino Unido destinou 150 milhões de libras (R$ 1,06 bilhão, na cotação atual), à chamada lista de requisitos prioritários da Ucrânia.


Pessoa vestindo roupa de camuflagem branca deitada no chão coberto de neve, mirando com um rifle em direção à vegetação seca em um ambiente de inverno
Sequência recente de bombardeios russos causou estragos na infraestrutura da Ucrânia Reprodução/Record News

A iniciativa visa fornecer armas norte-americanas a Kiev. O governo afirmou que o programa vai ajudar na defesa aérea crucial da Ucrânia em resposta aos ataques de Putin.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (12), Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, afirma que a principal questão que impede um acordo para encerrar o conflito é a decisão territorial. “A Rússia quer a totalidade dos territórios que foram invadidos. Enquanto isso, a Ucrânia quer que os territórios parem exatamente onde estão, o conflito pare onde está e a partir daí sejam determinadas novas linhas territoriais.”


Segundo Lucena, mesmo que a Ucrânia aceite não entrar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), ela entraria na União Europeia e teria agentes, soldados franceses e britânicos, segundo os Estados Unidos, para defesa. Mas isso é algo que os russos não aceitam.

“Então, a gente está preso numa situação que se os dois lados não abrirem mão, a gente vai continuar nesse conflito por mais um ano e sem uma visão clara para encerrá-lo”, ressalta o analista.

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