Análise: Davos vai tentar evitar ruptura do conceito de economia transatlântica entre EUA e Europa
Leonardo Trevisan acredita ainda que, se Estados Unidos fecharem a porta à Europa, a Europa vai bater à porta da China
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda (19) em Davos, na Suíça, e a presença mais aguardada em todo o evento é a do presidente Donald Trump. A chegada do norte-americano está marcada para esta quarta (21). Durante o dia, ele irá discutir com líderes empresariais globais. Todo o mistério em torno da postura que será adotada pelo líder na reunião e a possibilidade das ameaças direcionadas à Groenlândia serem levantadas fazem deste um dos eventos mais importantes da política internacional, que envolve cerca de 3.000 representantes de 130 países.
No Conexão Record News desta segunda, o professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan afirmou que a maior esperança dos europeus com o evento é que Trump retire as ameaças de tarifas feitas recentemente. Ao mesmo tempo, os europeus são realistas: “Eles não têm muita esperança de que Trump vá fazer isso, então já foram preparadas uma série de medidas de contenção”.
O plano B consistiria principalmente de medidas já programadas para o acordo comercial de 2025. Em resumo, um valor aproximado de US$ 93 bilhões seria utilizado para pressionar os Estados Unidos a desistir dos avanços que têm sido realizados em torno da Groenlândia. Trevisan, entretanto, acredita que ainda é cedo demais para prever como ocorrerão os encontros: “Ele pode ainda assim promover um ataque militar? Pode. Tudo pode acontecer. É absolutamente imprevisível. Mas os danos seriam muito altos”.
O professor aponta que tal ação destruiria as relações comerciais entre Europa e Estados Unidos, levando a uma crise econômica para este e uma união com a China para aquele. “Davos vai tentar evitar esse ‘derramamento de sangue’. É claro que vai tentar aproveitar o clima de entendimento, de conversação para chegar a esse acordo. Vamos aguardar e vamos ter esperança de que o bom senso vigore”, concluiu o entrevistado.
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