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Análise: declaração de Putin sobre Groenlândia busca ‘legitimar invasão à Ucrânia’

Presidente russo disse que a soberania da ilha não interessa à Rússia, mas que não se oporia à invasão americana

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Putin declarou que a soberania da Groenlândia não é do interesse da Rússia.
  • Ele não se oporia a uma potencial invasão americana da ilha.
  • A atitude de Putin visa legitimar a invasão da Ucrânia e isolar a Europa dos EUA.
  • Analistas afirmam que essa desestabilização favorece os interesses da Rússia na região.

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O presidente Vladimir Putin declarou, nesta quarta-feira (21), que a soberania da Groenlândia não interessa à Rússia, e que a questão deve ser resolvida entre os Estados Unidos e a Dinamarca. Já o ministro de Relações Exteriores do Kremlin, Sergei Lavrov, disse que a ilha não é parte natural do país europeu.

Apesar das declarações, o líder russo afirmou que Moscou não iria se opor caso Donald Trump controlasse o território. Ele ainda estimou que a ilha poderia valer quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões, na cotação atual), além de dizer que a Dinamarca trata a Groenlândia como uma colônia de maneira cruel.


Putin disse que Groenlândia deva valer cerca de R$ 5,2 bilhões Reprodução/Record News

Na visão de Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, as atitudes de Putin levam a dois objetivos claros: legitimar a invasão à Ucrânia e separar cada vez mais a Europa dos Estados Unidos. Ele aponta que o presidente russo sabe que, para os europeus, a invasão seria algo inaceitável no que diz respeito à soberania territorial de um país membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (22), Fancelli explica que a tática de Putin já foi vista de forma semelhante, quando interferências russas em eleições de países da região foram denunciadas. Porém, com a desestabilização da relação entre Washington e o Velho Continente após uma invasão americana na Groenlândia, ele teria um benefício direto a seu favor.


“Então, fomentando e estimulando essa fragmentação, Putin estaria na verdade dando continuidade a uma tática que ele já tem aplicado há alguns anos, que é estimular justamente esses atritos que acontecem não apenas entre países europeus e os Estados Unidos, mas ele faz inclusive dentro do contexto nacional de cada país”, completa.

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