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Análise: disputa entre EUA e Europa por Groenlândia agora se restringe ao âmbito comercial

Segundo Vitelio Brustolin, nova ‘batalha’ pode enfraquecer ambos os lados economicamente

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Disputa entre EUA e Europa sobre a Groenlândia afeta acordo pós-guerra com a Ucrânia.
  • Professor Vitelio Brustolin destaca que Europa apoia a Ucrânia contra a agressão russa.
  • Trump afirma defender países da OTAN, mas com foco comercial nas negociações com os EUA.
  • Especialista alerta que a disputa comercial enfraquece ambos os lados, EUA e Europa.

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O jornal Financial Times disse que a disputa de Trump com a Europa sobre a Groenlândia prejudica o acordo pós-guerra com a Ucrânia. Segundo fontes, um plano de prosperidade de US$ 800 bilhões (R$ 4,3 trilhões, em cotação atual), a ser acordado entre Ucrânia, Europa e Estados Unidos no Fórum Econômico Mundial de Davos esta semana, foi adiado.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (21), o pesquisador e professor de relações internacionais Vitelio Brustolin diz que a Europa continua apoiando a Ucrânia e acreditando que a agressão é contra todo o continente europeu.


“A situação da Europa é que ela estava olhando para o flanco leste, onde está a Rússia, e passou a olhar também para o flanco oeste, onde estão os Estados Unidos. É uma situação complicada”, explica Brustolin.

Segundo o especialista, a partir da fala de Trump no Fórum Econômico Mundial, não existe mais ameaça de uso iminente da força na Groenlândia. Para ele, a disputa entre Europa e Estados Unidos pela ilha dinamarquesa passa a ser travada apenas no âmbito comercial, o que também não é bom para nenhum dos lados.


“As negociações com os Estados Unidos são mais no âmbito comercial, não existe ameaça iminente do uso da força, porque o Trump negou isso e também porque seria impossível para ele sem o apoio do Congresso, sem financiamento militar que só o Congresso poderia liberar. Mas a disputa comercial é muito séria, porque enfraquece os Estados Unidos, enfraquece a Europa [...]. Neste ano as primeiras previsões são de que essa disputa faria o PIB da Europa retrair em meio ponto percentual”, completa.

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