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Análise: Domo de Ferro ‘está começando a apresentar falhas’ contra investidas do Hezbollah

EUA e Israel voltaram a bombardear alvos militares do Irã nesta terça-feira (24), após Trump dar indícios de andamento nas negociações

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos e Israel intensificaram ataques a alvos militares no Irã, com mísseis iranianos respondendo a Tel Aviv.
  • O Domo de Ferro de Israel está apresentando falhas, permitindo que alguns mísseis atinjam seu alvo.
  • O especialista Ricardo Cabral alerta que a eliminação de líderes terroristas não desestabiliza Hamas e Hezbollah, que mantêm estrutura de comando flexível.
  • A capacidade militar do Irã é complexa de ser atingida, já que muitos equipamentos estão enterrados e camuflados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os Estados Unidos e Israel voltaram a bombardear os alvos militares do Irã, nesta terça-feira (24). Em resposta, mísseis iranianos atingiram Tel Aviv. Isso ocorre um dia depois de Donald Trump falar que há negociações pelo fim da guerra em andamento — após quatro semanas de conflito —, o que foi negado por Teerã.

Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, afirma que ataques iranianos acontecem com muita frequência, em forma de retaliação a outras investidas antigas.


Vista ampla de uma área urbana com muitos prédios em tonalidades claras. Ao fundo, duas grandes colunas de fumaça sobem no céu, sugerindo explosões ou incêndios
Especialista afirma que ataques iranianos acontecem em forma de retaliação a outras investidas antigas Reprodução/Record News

“O Iron Dome (Domo de Ferro, em inglês) tem sido muito castigado, tem sido muito usado, e ele está começando a apresentar algumas falhas. Nós vimos que alguns mísseis conseguem ultrapassar. [...] Isso tem acontecido, ainda que os ataques iranianos, a maior parte deles, eles conseguem destruir. O grande problema são os ataques do Hezbollah. Esses são mais efetivos contra Israel”, explica.

Segundo Cabral, as eliminações de líderes por parte de Israel e dos Estados Unidos não desestabilizam o Irã e os grupos terroristas como Hamas e Hezbollah, uma vez que eles estão cientes da estratégia e conseguem montar uma nova linha de comando.


“São grupos que têm unidades móveis, com muita liberdade de ação. E, caso a liderança seja destruída, a recomposição da cadeia de comando, eles têm liberdade de ação para continuar atacando, para manter Israel sob fogo”, ressalta. Para o especialista, um ataque definitivo para destruir as capacidades militares do Irã é complicado, pois o país mantém tudo enterrado.

“Está tudo enterrado mesmo, muitos metros abaixo do solo, é difícil de descobrir, muita coisa disfarçada. Os serviços de inteligência estão começando a achar que eles estão lançando, principalmente drones e mísseis, em locais bem remotos, que ainda não foram vasculhados. Mas os drones, acredita-se, estão sendo lançados nas cidades, o que é muito difícil de achar”, completa.

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